Foto: Tuerê



NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SEMANA SEM SESSÕES NA CÂMARA



Ao contrário da semana passada, quando realizou pelo menos duas sessões extraordinárias – uma para homenagear os maçons e outra para prestigiar o Dia do Soldado –, o Poder Legislativo de Marabá vai dar uma trégua. Esta semana não haverá nenhuma das duas sessões ordinárias semanais, de terça e quarta-feira. A desta terça foi suspensa por conta do desembarque, pela manhã, do governador Simão Jatene e sua comitiva no aeroporto local. A de quarta, por sua vez, foi cancelada em virtude da reunião secreta para discutir o caso da vereadora Elka.

DESMASCARANDO O MAURINO

Um dos blogueiros acionados pelo prefeito de Marabá na Justiça aguarda resposta a um e-mail para jogar luz em mais uma das suas enganações. Detalhes nos próximos dias.

sábado, 27 de agosto de 2011

BLOGUEIROS FAZEM PROTESTO

A tentativa do prefeito Maurino Magalhães de calar a blogosfera foi o que provocou esta foto em que este jornalista (primeiro à esquerda) aparece com os colegas blogueiros Ribamar Ribeiro Júnior (Contraponto & Reflexão), Pedro Gomes (O Resto do Iceberg), Chagas Filho (Terra do Nunca) e Ademir Braz (Quaradouro).
A foto foi feita em um dos corredores do fórum local, na manhã da última quinta-feira (25/08), logo após encontro dos cinco com o prefeito na sala de audiências da 1ª Vara Cível. A desta quinta-feira seria a primeira audiência na Ação Ordinária de Danos Morais proposta por Maurino contra os citados acima. Em razão da juíza Cláudia Favacho, titular da 1ª Vara, encontrar-se atendendo outra demanda na Vara Agrária, pela qual ela também responde, foi designado o dia 1º de dezembro de 2011 para nova audiência.



MIL DESCULPAS, JOSEPH GOEBBELS


Extraído de O Quaradouro


Em apertadíssima síntese, o Sr. Maurino Magalhães de Lima, prefeito municipal de Marabá, propôs Ação Ordinária de Danos Morais compedido liminar de antecipação de tutela em face dos companheiros Chagas Filho, Ribamar Ribeiro Jr., Pedro Gomes, Laércio Ribeiro e este perigoso responsável por Quaradouro, a pretexto de que, em 20 defevereiro de 2011, o Pedro Gomes veiculou em seu blog (O resto doIceberg) uma montagem na qual Maurino Magalhães aparece “com a mesma vestimenta utilizada pelo exército nazista, identificada pelo símbolo da suástica”, estruturada sobre a figura de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista do III Reich.
Não é bem assim.
No texto “A reencarnação de Goebbels”, ilustrada pelas figuras, Pedro Gomes diz textualmente:
“A famosa frase: 'Uma mentira dita mil vezes, torna-se uma verdade', é atribuída ao ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Dentre outras frases, também destaca-se a seguinte: "Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito".
Quem diria que mesmo após a 2ª Guerra Mundial alguns desses mecanismos de manipulação de massa, criados à época, continuam em pleno uso nos nossos dias. Explico...
O felizardo que ouve o programa 'Bom dia, Prefeito', que vai ao ar diariamente em uma rádio de Marabá, fica até sem saber em qual cidade mora. Tantas são as melhorias divulgadas pela prefeitura que dá até pra acreditar.
Sinceramente, espero que as semelhanças parem por aí”.
A razão do melindre, contudo, parece ter sido a repetição da mesmíssima postagem nos blogs dos demais requeridos, em especial no Quaradouro, de responsabilidade deste requerido, “tendo neste blog uma repercussão maior em razão da quantidade de acessos.”
E vai daí, o procurador do requerente tece uma extraordinária gama de filigranas supostamente jurídicas para insinuar que todos os requeridos inquinaram Maurino Magalhães de “nazista, regime (sic) marcado por atrocidades, guerras e o massacre de milhões de pessoas”, “imputando uma comparação grave ao requerente de partidário do nazismo, de manipulador, de mentiroso, ofendendo a honra, dignidade, moral e imagem do requerente”. Pede, por fim, 100 (cem) salários mínimos decada requerido, a pretexto de danos morais.
Isso exposto, vamos agora por partes, como diriam Chico Picadinho e ocasal que matou e esquartejou o rapaz no motel em Belém.

1. Sobre Joseph Goebells:
O Nazismo ou o Nacional Socialismo designa a política que governou a Alemanha de 1933 a 1945, o Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente associado ao fascismo, embora os nazistas dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).
Após a derrota de Hitler, o nazismo foi proibido na Alemanha, embora grupúsculos de simpatizantes, chamados neonazistas, continuem a existir naquele e em outros países.
Paul Joseph Goebbels (Mönchengladbach, 29 de outubro de 1897 — Berlim, 1 de maio de 1945), orador mordaz e um dos principais nomes do Partido Nazista, tornou-se ministro da Propaganda Nazi em 13 de março de 1933.
Não era analfabeto…
Estudou literatura e filosofia. Foi uma figura-chave do regime, conhecido por seus dotes retóricos. Era um dos líderes políticosnazistas mais destacados que tinham concluído estudos superiores. Teve uma posição correspondentemente importante entre os nazistas.
Num regime que se assumia como absoluto, total, todos espaços que dali por diante circundavam os cidadãos, nas ruas, nos edifícios, nos estádios, nos prédios público e privados, nas fábricas e nas escolas, tudo o que fosse impresso ou que circulava no ar, passou a ser preenchido pelas mensagens, slogans e símbolos do partido nazista e do seu guia, Adolf Hitler.

Nesta cidade pintada com as cores do PR, isso lembra ao leitor alguma coisa?...
Mas, continuemos com a História.

Através de um controle extremamente centralizado de diversas áreas de influência no universo da cultura, a propaganda nazi utilizou os recursos da imprensa e das novas mídias, como o rádio e a televisão. O objetivo era encaixar o Führer como a ressurreição do cavaleiro audaz que abate as forças do mal - o comunismo, o liberalismo, o expressionismo, o judaísmo, expressões diversas de um nocivo antigermanismo -, preservando para o futuro a integridade moral, ideológica e racial dos arianos. Hitler aparece, pois, como a simbiose dessas duas legendas, a do messias e a do herói. Ao deificá-lo ele surgia nas telas do documentário como um divisor de águas da Alemanha moderna. Aquele que com sua determinação inquebrantável afastara as sombras das humilhações passadas (as punições do Tratado de Versalhes) para apresentar ao seu povo um futuro luminoso, radiante, pleno de realizações e imortais façanhas (a aventura do Estado nacional-socialista). Hitler era o Partido Nazista, ele era a Alemanha. Sua tarefa era conduzi-la para dirigir o mundo. Hitler era invencível. Somente ele era um indivíduo, sendo que os demais alemães se dissolviam num imenso mecanismo unido para servir ao seu Führer.

Quem dizia, por aqui, que Marabá estava nas mãos de Deus?...
São de Goebbels frases como:
· Enfiar na cabeça dura das massas a devoção a Hitler, como o deus da nova Alemanha, tornou-se o meu objetivo único.
· A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto.
· De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.

Quem, matinalmente, está mentindo para você, leitor, através de um programa de rádio pago com verba pública?
2. Sobre Maurino Magalhães:
Maurino Magalhães de Lima é capixaba de Itabaiana (ES), onde supostamente nasceu em 06.03.1958. Mas, no prefácio do livro “Vencerou vencer – Maurino Magalhães Sua vida & Sua História” (Ed. Semin, Belém - PA, 2007), à pag. 09 fala-se que:
“lendo passagens de sua vida compiladas por Jonas Borges, é fácil descobrir por que um migrante nordestino, semianalfabeto, chegou ao apogeu de sua trajetória, assumindo o cargo de prefeito do município de Marabá.
"Como todo migrante corajoso e com o objetivo único de ascender àpirâmide social, Maurino se lançou ao mundo em busca de espaço onde pudesse realizar seus sonhos e esperanças, buscando vantagens que no mundo de origem não tinha, com apego apenas às próprias utopias e sonhos.”
Ora, a não ser que tenha ocorrido uma inacreditável e formidável mudança na estrutura geográfica do continente sul-americano, o Espírito Santo pertence à Região Sudeste do Brasil, nada tendo a ver com migrantes nordestinos!
Temos, assim, que o culto à própria personalidade não impede Maurino Magalhães de engendrar farsas, mentiras e até mesmo uma nova geografia...
E como seu “objetivo único” é “ascender à pirâmide social”, buscando“vantagens que no mundo de origem não tinha, com apego apenas às próprias utopias e sonhos”, eis que o autor da presente ação admite-se como alpinista social a valer-se de qualquer escada ou ferramenta, independentemente de qualquer restrição – moral, inclusive.
E se o contexto social não é propriamente um rochedo, mas, comparativamente, um mosaico irregular, com espaços vazios, torna-se fácil para aventureiros de todo calibre infiltrarem-se nos bolsões de vácuo da sociedade e nele movimentar-se ao largo de qualquer princípio ético.
Por isso, não existiu a mais remota intenção de chamá-lo de “nazista”, assim como jamais se pretendeu denegri-lo.
Na verdade, quem deveria queixar-se da comparação, se pudesse, seria Joseph Goebbels.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FIGURAS DE LINGUAGEM SAINDO PELO LADRÃO

Sou excessivamente amarrado em textos ricos em figuras de linguagem. Eis que encontrei esta pérola, de autor desconhecido, que compartilho com os leitores do blog:


Senhora resposta para a pergunta: Alguém sabe me explicar o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?

Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever
sobre comida seria sopa no mel, mamão
com açúcar. Só que depois de um certo
tempo dá crepe, você percebe que comeu
gato por lebre e acaba ficando com uma
batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce, mas não é mole,
nem sempre você tem ideias e pra descascar
esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente,
mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que
se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o
mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-
maria, porque é de grão em grão que a galinha
enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não
azedar, passar do ponto, encher linguiça
demais. Além disso, deve-se ter consciência
de que é necessário comer o pão que o
diabo amassou para vender o seu peixe.
Afinal não se faz uma boa omelete sem antes
quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar
doce da boca de criança e vai com muita
sede ao pote. Mas como o apressado come
cru, essa gente acaba falando muita abobrinha,
são escritores de meia tigela, trocam alhos por
bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão
com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa,
com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem
em devaneios (piram na batatinha, viajam na
maionese... etc).
Achando que a beleza não põe mesa, pisam
no tomate, enfim o pé na jaca, e no fim quem
paga o pato é o leitor que sai com cara de
quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que
se come, pois quem lê não é tudo farinha do
mesmo saco. Diversificar é a melhor receita
para engrossar o caldo e oferecer um texto
de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores
que a barriga o negócio desanda e vira um
verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta
chorar sobre o leite derramado porque
ninguém vai colocar uma azeitona na sua
empadinha, não.

O pepino é só seu, e o máximo que você vai
ganhar é uma banana.
Afinal pimenta nos olhosdos outros é refresco.

A carne é fraca eu sei.
Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar
batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e
depois quando se junta a fome com a vontade
de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal,
o importante é não desistir mesmo quando
o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha,
que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha
e fica de se comer rezando.
Daí, com água na boca, é só saborear, porque o
que não mata engorda.
Está respondido??? 

COISAS DE JORNALISTA

Abaixo, texto superinteressante do jornalista Duda Rangel, sobre coisas da nossa profissão. Impossível não gostar.

Tem dia que o lead não sai. A fonte me trai. O texto não vai.

Tem dia que a pauta emperra. O chefe só berra. O prazo me ferra.

Tem dia que assessor é um mala. Entrevistado não fala. Que o papo não embala.

Tem dia que plantão não tem fim. O humor é ruim. O almoço, chinfrim.

Tem dia que redação é um hospício. Pescoção, um suplício. Que o café é meu vício.

Tem dia que apurar é um apuro. Que eu me sinto inseguro. Que eu levo um furo.

Tem dia que fechamento é um drama. Que a gente reclama. A gastrite me chama.

Mas tem dia da grande matéria. Que a vida é pilhéria. Que esqueço a miséria. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MAURINO E A JUSTIÇA I

Até a tarde de hoje (27/07), a juíza Cláudia Regina Moreira Favacho, titular da 100ª Zona Eleitoral, em Marabá, ainda não havia sido informada oficialmente sobre o julgamento do mandado de segurança, que suspendeu temporariamente o andamento do processo contra o prefeito Maurino Magalhães e seu vice, Nagilson Amoury, acusados da prática de caixa dois nas eleições de 2008.
Procurada pelo pôster, a magistrada revelou desconhecer a decisão do TRE, destacando que apenas viu alguma coisa na Imprensa. Assim, afirmou ela, prevalece a decisão liminar que deixou o processo em “stand by”, não sendo possível falar em data para a próxima audiência enquanto a decisão do pleno, em Belém, não for incluída nos autos.
A ação em que Maurino é acusado de crime eleitoral corre na Justiça desde 17 de setembro de 2009. A última audiência do caso deveria ter acontecido em 20 de junho último e serviria para oitiva das testemunhas arroladas no processo.
Às vésperas da data, os advogados de defesa dos acusados ingressaram com mandado de segurança, requerendo que não fosse mais ouvida nenhuma testemunha ou que fosse liminarmente suspensa a audiência marcada para o dia 20 de junho, até que houvesse explicações do juiz encarregado pelo processo.
Na data de 17 de junho, o juiz José Rubens Barreiros de Leão decidiu deferir a liminar, determinando a suspensão da audiência.
Na tarde de anteontem, terça-feira (26), o pleno do TRE, em Belém, decidiu, com maioria de votos, manter as audiências para oitivas das testemunhas, contrariando as pretensões da defesa dos acusados.
Segundo a reportagem conseguiu apurar, apenas o relator do processo, no caso, José Rubens Barreiros de Leão, defendeu o deferimento do mandado de segurança contra a oitiva das testemunhas. Os demais juízes (Antônio Carlos Campelo, André Bassalo, Ezilda Mutran e Vera Araújo), entenderam que o recurso da defesa era improcedente.
Em miúdos – O argumento dos advogados de defesa de Maurino para que não mais fossem ouvidas as testemunhas no processo em que ele é acusado de crime eleitoral se baseia em uma orientação da Lei Complementar 64/90, de 18 de maio de 1990. Em seu artigo 22, ela sugere que a oitiva das testemunhas arroladas deve acontecer “em uma só assentada”, isto é, em uma única audiência. Eis o que reza o texto que trata sobre o rito processual da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE): “Findo o prazo da notificação, com ou sem defesa, abrir-se-á prazo de 5 (cinco) dias para inquirição, em uma só assentada, de testemunhas arroladas pelo representante e pelo representado, até o máximo de 6 (seis) para cada um, as quais comparecerão independentemente de intimação”.
Como em 1º de setembro de 2010 houve audiência para oitiva das testemunhas, a defesa reagiu, protestando contra nova assentada.
No documento que enviou ao TRE, em Belém, explicando as razões por que marcou nova audiência para oitivas, a juíza Cláudia Regina Favacho observa que tal decisão foi tomada com base em anuência expressa do acusado no processo, ou seja, o prefeito Maurino não apenas concordou com as oitivas como as autorizou por escrito, conforme termo lavrado na audiência de 1º de setembro de 2010. Eis o teor do documento assinado pelo prefeito: “Em que pese o pleito solicitado não ter amparo legal, consoante o taxativo procedimento estabelecido pela Lei Complementar 64/90, em especial o Art. 22, V; objetivando esclarecer os fatos ao livre convencimento motivado do juízo, nada nos opomos ao solicitado, concordando, portanto, que seja designada nova data para oitiva das citadas testemunhas”.

MAURINO E A JUSTIÇA II

O prefeito Maurino Magalhães conseguiu incluir mais uma conta no rosário de ações que responde na Justiça, desde que assumiu a prefeitura em janeiro de 2009. Desta vez, ele vai responder a uma Ação de Execução de Título Executivo Extrajudicial, proposta pelo Ministério Público Estadual, por descumprimento de TAC assinado apenas três meses depois que havia assumido o governo.
No TAC, firmado em 17 de abril de 2009, o prefeito se comprometeu a fazer, dentro do prazo de um ano, uma série de investimentos nos cemitérios do município, com o objetivo de adequá-los à legislação vigente. Passados mais de 27 meses, a promessa não saiu do papel, obrigando o MPE a ingressar na Justiça. A petição inicial foi protocolada na secretaria da 3ª Vara Cível uma semana atrás e vai assinada pelas promotoras Mayanna Silva de Souza Queiroz e Alexssandra Muniz Mardegan.

UM NOVO CEMITÉRIO

Uma das exigências do Ministério Público, incluída no Termo de Ajustamento de Conduta que o prefeito Maurino terá de cumprir, prevê a criação de um novo cemitério na cidade de Marabá. O órgão quer que o município se antecipe, ante à perspectiva de crescimento demográfico acelerado na cidade nos próximos anos.
Há exatamente um ano, o vereador Nagib Mutran Neto (PMDB), durante pronunciamento na Câmara Municipal, já alertava para essa necessidade, observando que só existem três cemitérios na área urbana do município, sendo que um deles, o São Miguel, na Marabá Pioneira, já não tem mais espaço, e os outros dois – o da Nova Marabá e do núcleo Cidade Nova – estão quase no limite de suas capacidades. “Os cemitérios já estão lotados. Daqui a alguns dias vamos ter que jogar os corpos no rio”, alardeou à época o parlamentar, alertando para a possibilidade de começarem a surgir cemitérios privados e a população ter que pagar para enterrar seus mortos.
Em ofício encaminhado ao Ministério Público Estadual já este ano, a Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop) informa que o município está providenciando estudo de uma área para a instalação de novo cemitério.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DE VOLTA

Depois de alguns dias sem poder atualizar o blog, estamos de volta. O silêncio ocorreu porque o pôster estava viajando e ficou impossibilitado de acessar a Internet.

MAURINO E SUA FÚRIA CONTRA OS BLOGUEIROS

Pra começo de conversa, vou me manifestar sobre a ação do prefeito Maurino contra este blog e alguns outros que têm publicado informações sobre suas trapalhadas na administração municipal. Como estava fora de Marabá, foi minha esposa quem recebeu o envelope com a citação da Justiça, semana passada.
O prefeito ficou irritado com uma montagem do blog O Resto do Iceberg, em que ele aparece vestido em uniforme nazista, e reclama de danos morais por conta da iniciativa.
Eu poderia, se quisesse, escrever aqui dez páginas - ou mais - para protestar contra tamanha imbecilidade, isto é, provocar a Justiça por uma razão que não tem o menor cabimento. Acho, entretanto, desnecessário. Vou apenas publicar a explicação sobre a montagem postada por Pedro Gomes, autor do blog O Resto do Iceberg, a qual, para mim, diz com propriedade tudo o que precisa ser entendido sobre o assunto.

EIS A EXPLICAÇÃO:


Ontem fui informado que o prefeito Maurino Magalhães resolveu processar, além de mim, os brilhantes blogueiros: Ademir Braz (Quaradouro), Ribamar Ribeiro (Contraponto & Reflexão), Chagas Filho (Terra do Nunca) e Laércio Ribeiro (Blog do Laércio Ribeiro), por causa da divulgação de uma montagem que fiz baseada na falácia do gestor perante opinião pública ao valer-se de veículos de comunicação como rádio, TV e jornal impresso.
Gostaria de ter feito esta postagem assim que tomei conhecimento do caso, porém, fiquei impossibilitado devido ao trabalho e também estava sem cabeça pra me preocupar com acusações tão bisonhas.
Se a intenção do prefeito era intimidar ou silenciar a voz daqueles que discordam de sua forma de administração peculiar, quero alertá-lo que essa não foi uma boa ideia. 
Já fui notificado oficialmente para comparecer em audiência no próximo mês, e digo que estou me sentindo motivado e até ansioso para prestar os devidos esclarecimentos à justiça. Será uma excelente oportunidade de provar que ele é um mentiroso e tenta ludibriar a opinião pública com suas propagandas fantasiosas (daí a semelhança com Joseph Goebbels).
Interpretar o sentido de uma imagem sem levar em conta o conteúdo que a acompanha é típico de gente que tem preguiça de ler ou de gente que andou cabulando as aulas. Talvez, na próxima oportunidade, eu desenhe bem devagarinho pra ver se conseguem captar alguma
Se eu quisesse associar o prefeito ao nazismo não acham que seria melhor eu te-lo colocado ao lado de Hitler, que parece ser um pouco mais conhecido que o tal Goebbels? 
Logicamente, a comparação não foi por Goebbels ser nazista mas, única e exclusivamente, pelo fato de que foi dele as infames frases:

“Uma mentira dita mil vezes, torna-se uma verdade"
 
"Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito"

Se as frases acima tivessem sido proferidas por Elvis Presley, por exemplo, então a montagem teria ficado assim:

No entanto, as frases em questão foram ditas por uma 'marqueteiro' que, por acaso, era nazista. Logo, não é ao nazismo que estou evidenciando, mas sim uma jogada de marketing proposta pelo ministro de propaganda alemã.

Quem lê o texto 
"A reencarnação de Goebbels" percebe facilmente que em momento algum ataquei o 'cidadão' Maurino em sua vida privada ou familiar, mas sim, o prefeito - que é um agente público. E isso fica claro quando digo: 

"Tantas são as melhorias divulgadas pela prefeitura que dá até pra acreditar". 

E ainda concluo dizendo:

"Sinceramente, espero que as semelhanças parem por aí."


Pelo jeito, interpretação de texto não é um privilégio de todos. Que o diga o sr. Maurino Magalhães e sua assessoria jurídica.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

TRANSAMAZÔNICA VIRA PALCO DE GUERRA

Bloqueio durou mais de 10 horas e registrou momentos de tensão, como este da foto abaixo, em que a turba ensandecida atacou um policial militar a pauladas 



A Rodovia Transamazônica virou um inferno na manhã desta quarta-feira (15/06), em Marabá. No trecho em frente à Agrópolis, trabalhadores rurais sem-terra interditaram o trânsito por várias horas, criando transtorno para centenas de pessoas.
Armados com pedaços de pau, facão e foice, os manifestantes fizeram cordões de isolamento, impedindo a passagem de qualquer veículo. Mesmo pessoas de bicicleta eram barradas, ficando livre apenas o tráfego de pedestres.
Como era de se esperar, o protesto irritou algumas pessoas e instalou um clima de tensão na Rodovia Transamazônica.
Por volta das 7h00, um soldado da Polícia Militar que tentou furar o cerco foi hostilizado pelos manifestantes e, sacando da arma, deu tiros para o alto. O que se seguiu foi uma grande confusão, com gritaria e gente correndo para todos os lados.
Quando o poster chegou ao local do tumulto, encontrou um PM sobre uma motocicleta cercado por dezenas de sem-terra com paus na mão.
Não foi possível confirmar se foi ele, de fato, quem efetuou os disparos.
Enquanto tentava se sair do grupo que o cercava, o militar foi amparado por outros dois colegas de farda e alguns civis que tentavam apaziguar os ânimos da multidão ensandecida.
Finalmente, o PM conseguiu fugir, enquanto sua motocicleta era atacada a pauladas pelos manifestantes.
“Ele ia morrer. Ele ia morrer”, disse furioso um dos sem-terra, logo após o tenso episódio. Outros não menos revoltados brandiam os pedaços de pau que tinham na mão contra o ar, gritando frases de desabafo. O poster não conseguiu apurar junto ao comando da Polícia Militar, em Marabá, o nome do policial que se envolveu no tumulto nem quais medidas serão adotadas com relação ao caso.


Veja o policial sendo agredido no vídeo abaixo:


RODOVIA É INTERDITADA POR VÁRIAS HORAS

A manifestação dos sem-terra na Transamazônica, nesta quarta-feira (15/06), ocorreu em protesto à morte de uma mulher, atropelada por volta das 23 horas de terça-feira, quando atravessava a rodovia. Segundo os próprios manifestantes, ela seria de uma localidade no município de Canaã dos Carajás e fazia parte do grupo de sem-terra que está acampado na Agrópolis já faz alguns dias.
Logo após o atropelamento, as pistas foram bloqueadas. Quando o dia amanheceu já era grande o congestionamento em ambos os lados da ponte do rio Itacaiunas.
Os manifestantes arrancaram alguns out-doors à beira da pista e com eles fizeram barricadas. Também atearam fogo em pneus sobre o asfalto e armados com pedaços de pau, facão e foice conseguiram praticamente dividir Marabá ao meio, isolando o Complexo Cidade Nova dos demais núcleos da cidade.
Com os pedaços de pau, alguns dos manifestantes batiam na lataria dos out-doors, enquanto proferiam frases de protesto. Do outro lado, condutores e passageiros assistiam a tudo impotentes, sem saber ao certo quando tudo aquilo iria terminar.
Quando alguém ousava furar o bloqueio era fácil perceber, mesmo de longe, pela algazarra da multidão e o movimento dos sem-terra para acuar e fazer recuar o “intruso”.
Sem alternativas para chegar a seu destino de moto ou de carro alguns decidiram atravessar a ponte a pé. Foi o que fez uma vendedora que toca uma banca de verduras na Folha 12. Ela varou o bloqueio caminhando, com a mercadoria nas costas.
“Eles deviam não fazer isso. A gente não tem culpa de nada”, resmungou a mulher, que se identificou apenas como Teresa, enquanto caminhava apressada.
Quando a situação já era de caos, algumas viaturas da Polícia Militar compareceram ao local, mas os policiais limitaram-se a ficar apenas observando. “Aqui, não há muito o que fazer”, comentou um soldado. “Esse problema é da Polícia Rodoviária Federal. A gente está aqui apenas para dar apoio”, acrescentou o Major Marçal, um dos militares que passaram pelo local da manifestação.
Por volta das 7h30, três agentes da PRF se dirigiram ao cordão de isolamento e um deles tentou conversar com os sem-terra. Perguntou-lhes, por exemplo, o que é que eles estavam reivindicando e quando é que iriam desobstruir a pista. Alguns chegaram a dizer que só sairiam com a presença do ministro da Reforma Agrária. O tráfego, entretanto, foi liberado por volta do meio-dia.






DIA AGITADO NO PORTO DAS CANOINHAS

Há muito tempo os barqueiros do Porto das Canoinhas, no bairro Amapá, não experimentavam um movimento tão grande como o que se viu nesta quarta-feira (15). Com o bloqueio da Rodovia Transamazônica pelos sem-terra, muitos utilizaram a travessia de barco para trafegar entre um núcleo e outro. Com isso, foi concorrido um pequeno espaço no porto durante toda a manhã. 
O dia também foi bom para taxistas e mototaxistas. Com a ponte interditada, muitos tomaram um táxi ou mototáxi até a beira do rio, de onde embarcaram para chegar ao outro lado.
Até mesmo alguns executivos, acostumados a circular pela cidade em carros com ar condicionado, tiveram que passar pela experiência de uma arriscada travessia com os barqueiros do bairro Amapá.
Alguns sucumbiram à ideia da travessia quando constataram a falta de segurança nos barcos, a maioria deles sem coletes para os passageiros. Foi o caso de uma mulher que não conseguiu embarcar, mesmo diante da insistência dos prestadores do serviço e acabou tomando de volta a mesma condução que a levou à beira do rio.
Outros mais afoitos não só atravessaram como levaram junto sua motocicleta – uma cena tão arriscada quanto incomum para o sossegado porto do bairro Amapá.


O ÚLTIMO ADEUS A VELCINO


Centenas de pessoas passaram pela Câmara Municipal de Marabá entre terça e quarta-feira desta semana. Eram parentes e amigos do assessor especial da Prefeitura Velcino Albino Farias, falecido na madrugada da última terça-feira (14/06). O servidor sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ainda na semana passada, foi internado no Hospital Regional, não resistiu e morreu.
Seu corpo foi velado no prédio do Legislativo.
Velcino era pessoa muito querida. Com seu jeito pacato, buscava ser sempre prestativo com todos aqueles com quem se relacionava. Além de servidor municipal, ele também atuava como cerimonialista, tendo trabalhado como mestre de cerimônia de alguns eventos promovidos pela administração municipal.
Segundo o poster conseguiu apurar, o servidor tinha o costume de tirar um cochilo depois do almoço numa salinha que existe no prédio da Prefeitura, onde trabalhava. Na última quinta (9/06), ele se recolheu mais uma vez para descansar por dez ou quinze minutos, como fazia sempre. Como demorou muito, seus colegas de trabalho foram ver o que aconteceu e se surpreenderam a perceber que ele estava desmaiado, sangrando pela boca e nariz. Imediatamente, o levaram para o hospital, onde ele foi internado.
Seu estado de saúde era considerado grave. Durante cinco dias, Velcino resistiu na UTI do Hospital Regional, sob coma induzido.
Segundo informações da vereadora Irismar Sampaio, o servidor havia passado há pelo menos seis meses por uma cirurgia para a colocação de uma prótese na região do quadril e, após a recuperação, voltou a trabalhar.
Velcino tinha 51 anos e era servidor público há pelo menos 30. Com sua morte ele deixa viúva Maria Rosiane, com quem tinha dois filhos: Leonardo, de 24 anos, e Nádia Caroline, de 18.
Seu corpo foi sepultado por volta das 10 horas desta quarta-feira (15/06).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ADRENMA REASSUME PIÇARRÃO

Desportista Heriomar Pereira, presidente da Adrenma (Associação Desportiva Recreativa da Nova Marabá), informa ao blog que a entidade já está de volta ao Piçarrão. Depois de cerca de dois anos afastada por conta dos trabalhos de reforma do campo, a Associação reassumiu a praça de esportes no início deste mês de junho. A inauguração da obra de reforma vai acontecer no próximo dia 19, segundo Heriomar, que anuncia a retomada das atividades desportivas a todo vapor. Segundo ele, já em julho tem início o Campeonato de Master, para atletas quarentões. Em seguida, entre agosto e setembro, a Adrenma realiza mais um Copão dos Cem.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NAGILSON AMOURY: "ESTOU ME SENTINDO COMO O MARIDO TRAÍDO"

Por mais que alguns tentem convencer do contrário, a ferida na relação de Maurino com seu vice, Nagilson Amoury, ainda existe, e é profunda.
Como se sabe, já faz mais de ano que os dois não nutrem um pelo outro a mesma afeição dos tempos da campanha.
Embora ambos tentem manter uma aparência de tranquilidade, as evidências não escondem que não há clima de amistosidade entre os principais representantes do Poder Executivo.
Foi o que se viu na sessão desta quarta-feira (1º de junho), na Câmara Municipal de Marabá, a primeira com a presença de Nagilson, desde que foi inaugurada o prédio novo do Legislativo, em dezembro do ano passado.
Convidado a ocupar a mesa dos trabalhos, o vice-prefeito fez um desabafo contra a administração municipal, alegando que tem sido tratado com indiferença por alguns que não reconhecem sua autoridade de segundo homem do Executivo Municipal.
Depois de tecer algumas críticas à administração, especificamente ao trato com a saúde, Nagilson, que é médico, revelou sua revolta com o fato de não ter sido convidado para participar de uma reunião sobre saúde que aconteceu na Câmara ainda no mês de março.
Na verdade, ele foi convidado, o problema é que o convite que deixaram na prefeitura ficou por lá mesmo e ele só tomou conhecimento do evento quase quarenta dias depois que este já havia acontecido.
“Além de vice-prefeito, sou médico, servidor deste município. Estou me sentindo como o marido traído”, desabafou Nagilson, destacando que tinha o direito de ter sido informado, ainda que não pela função de vice-prefeito, mas pelo menos em razão de ser um profissional de saúde do município.
Encerrando o seu desabafo, Amoury pediu desculpas por não ter comparecido à reunião de março e disse que gostaria de ter acesso aos encaminhamentos. Mas pediu ao presidente da Câmara, Nagib Mutran (PMDB), que não mais lhe envie correspondências via gabinete da prefeitura, haja vista que, por esse caminho, elas jamais chegarão às suas mãos.

SOLUÇÃO PARA ACABAR COM ASSALTOS

Para acabar com a onda de assaltos na cidade, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Aeroporto, em Marabá, apresenta uma solução bastante curiosa. Dispensa polícia, munição e xilindró. É muito simples: basta fechar a rua.
Jairo Ribeiro de Souza, numa iniciativa inusitada, quer por que quer isolar a Rua 5 de Maio, no Bairro Aeroporto. O argumento dele é a falta de segurança naquela via pública, onde, segundo sua versão, acontecem constantes assaltos.
Na última sexta-feira (27/05), o empresário Carlos Alberto Machado, dono de uma cerealista na Rodovia Transamazônica, começou a fechar a 5 de Maio com uma parede de tijolos. A medida foi apoiada pela Associação de Moradores, com papel passado e tudo mais.
Acionada, a equipe de fiscais do Código de Posturas do Município embargou a obra na segunda. Apesar disso, Jairo Ribeiro foi à Câmara de Vereadores na sessão desta quarta-feira (1º de junho), e lá protocolou requerimento, propondo que o Poder Legislativo autorize a polêmica ideia de transformar a rua em lote.
O estranho é que, se transformado em lote, o imóvel será anexado ao patrimônio do dono da cerealista - algo em torno de 630 metros quadrados.
É claro que a Câmara jamais poderá autorizar uma coisa dessas.

ALPA É IRREVERSÍVEL, DIZ EXECUTIVO DA VALE

A pretensão de abafar os ruídos de ceticismo à implantação da Alpa (Aços Laminados do Pará) no município ficou muito clara no pronunciamento do diretor-presidente da empresa, durante sessão desta quarta-feira (1º), na Câmara de Vereadores, em Marabá. 
Convidado pelo Poder Legislativo para dar explicações sobre o andamento do projeto, José Carlos Gomes Soares fez questão de provar, por A mais B, que as obras de implantação da siderúrgica estão andando a todo vapor, rigorosamente dentro do cronograma estabelecido. Para convencer os vereadores disto, Zé Carlos não se fez de rogado: levou para o plenário da Câmara o time completo de executivos que, juntamente com ele, estão investidos da missão de dar conteúdo ao empreendimento – no prazo e nas condições já projetados. 
A equipe com mais de dez profissionais, entre eles duas mulheres, foi apresentada aos vereadores, com a salientação de que são quase todos dos quadros da Vale na região, alguns deles, inclusive, residentes há algum tempo em Marabá. 
“Esse é um empreendimento irreversível. Não existe a menor possibilidade da Alpa não ser viável economicamente”, afirmou José Carlos Soares, admitindo que há problemas na execução do projeto, mas nada que fuja à normalidade. 

A OBRA

Após apresentar um vídeo de 8 minutos, com imagens arquitetônicas tridimensionais da siderúrgica, Zé Carlos e mais três outros funcionários da Alpa fizeram uma exposição aos vereadores, revelando a eles alguns dados da obra em andamento.
A apresentação foi assistida pelo vice-prefeito Nagilson Amoury e por alguns representantes do primeiro escalão do governo municipal, entre eles, o secretário de Gestão Fazendária, Karam El Hajjar; o secretário de Administração, José Nilton de Medeiros; a titular da Procuradoria Geral do Município, Aurenice Botelho; o secretário de Serviços Urbanos, Regivaldo Carvalho; e o secretário de Mineração, Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, João Tatagiba.
Segundo informaram, 60% da fase de terraplanagem já foi concluída. A meta é terminar essa etapa ainda este ano. Para isso, a empresa contratada para o serviço já chegou a movimentar em um único mês a quantidade impressionante de um milhão de metros cúbicos de aterro.
Dos dez platôs constantes do projeto, dois já estão totalmente prontos e outros estão em fase de conclusão.
Assim que for concluída a terraplanagem, terão início algumas obras de infraestrutura, como a construção de alojamentos e escritórios. Em seguida, começará a fase de estaqueamento e fundações, o que deve acontecer somente ano que vem.

GASTOS

A exposição feita aos vereadores também revelou o volume de gastos com a obra até que seja concluída a fase de fundações. O aporte é de R$ 219 milhões, assim distribuídos, em valores aproximados: R$ 38 milhões com estudos de viabilidade; R$ 8 milhões com aquisição do terreno; R$ 50 milhões com primeira fase da terraplanagem; R$ 75 milhões com projetos de engenharia e aquisição de alguns equipamentos básicos; R$ 25,5 com a segunda fase da terraplanagem; e 22,5 milhões com investimentos sociais e ambientais.
No momento, considerando que os serviços de terraplanagem estão sendo executados por empresa terceirizada, o número de contratados diretos da Alpa é 29. Constam da equipe estagiários, engenheiros de produção, engenheiros ambientais e engenheiros de minas.