Foto: Tuerê



NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

O DESABAFO DE REGIVALDO

A sessão legislativa da última terça-feira (20), em Marabá, foi marcada por discursos inflamados. Um deles foi o do vereador que tomava posse, Regivaldo Carvalho, o Régis (PR).

A posse de Regivaldo vinha sendo aguardada com certa expectativa, em razão de que nos últimos meses ele foi duramente criticado pelos vereadores, acerca de seu desempenho à frente da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano), o que gerou curiosidade sobre como ficaria o clima com o seu retorno ao Legislativo.
A formalidade da posse estava marcada para as 11 horas, mas Regivaldo só chegou à sessão vinte minutos mais tarde.
Enquanto alguns vereadores saudavam o novo colega com palavras de boas-vindas, outros não conseguiam disfarçar o desconforto com a situação.
Quem viu Regivaldo ser implacavelmente crucificado alguns dias antes jamais poderia esperar afagos de quem lhe atirava pedras. Mas o dia era de festa e o que se viu foram amistosas saudações. Os vereadores chegaram a fazer uma espécie de corredor para cumprimentar os novos pares. Até Nagib Mutran (PMDB), que uma semana antes havia chamado Regivaldo de incompetente e o acusou de transformar a SDU em um balcão de negócios, onde criava “dificuldades para depois vender facilidades”, acabou se rendendo à cortesia.
Mas Regivaldo não engoliu os afagos e subiu à tribuna disposto a ir à forra. E foi isso que fez. Durante exatos dez minutos fez um pronunciamento carregado de desabafos.
Numa clara referência aos que lhe criticaram, disse que a vida pública não é feita apenas de acertos e ressaltou que se errou foi no intuído de acertar. “Eu estive oito anos aqui nesta casa. E em nenhum momento eu denegri a imagem de nenhum secretário. É muito fácil jogar pedras”, asseverou Regivaldo, destacando que sua família sofreu muito com a forma que o hostilizaram. “Minha família sofreu, minha mãe padeceu sofrimentos, angústias, na medida em que ela abria os jornais e eu era apedrejado por alguns vereadores”.
Enquanto Régis falava, inexplicavelmente alguns vereadores se retiraram. Dos treze, permaneceram no plenário apenas seis – Júlia Rosa (PDT), Leodato Marques (PP), Ronaldo Yara (PTB), Ismaelka Queiroz (PTB), Toinha (PT) e Gerson do Badeco (PHS).
Ao final da sessão, a vereadora Júlia Rosa, presidente da Câmara, fez algumas recomendações a Regivaldo Carvalho, no sentido de que esquecesse as mágoas para que, tanto a sua chegada quanto a de Leodato ao Legislativo, pudessem contribuir ainda mais com o espírito de harmonia que sempre prevaleceu entre os integrantes daquele Poder.

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