
O Pará perde um de seus mais aguerridos empresários. Um homem que, certamente, vai demorar muito ser esquecido, pelo que fez pelo desenvolvimento de Marabá e região.
Tive oportunidade de conversar com Léo uma única vez. Foi por volta de 1999. Eu estava fazendo uma matéria sobre o comércio em Marabá e o encontrei na loja da Leolar na Marabá Pioneira. Quando o abordei, dizendo que queria gravar com ele sobre o assunto, ele, àquela época barbudo, sorriu e meneou a cabeça, dizendo que não. Não quis insistir para não ser desagradável.
Somente tempos depois fiquei sabendo que o empresário não gostava de dar entrevistas. De fato, Léo sempre foi muito discreto. Jamais se preocupou com as luzes dos holofotes, embora em muitas situações ele as merecesse.
Uma das últimas lembrança que tenho do dono da Leolar é de cerca de três anos atrás. Aconteceu um evento no auditório da Secretaria Municipal de Saúde e ele foi convidado para proferir uma das palestras. Nunca imaginei que um homem tão tímido, como o Léo aparentemente era, fosse tão bom na arte de falar. Com seu jeito simples, sem a técnica dos grandes oradores, ele conseguiu arrebatar o público várias vezes, contando suas experiências como empresário, nos primeiros anos de empresa, quando ele ia pessoalmente fazer a entrega dos produtos que vendia.
Este homem simples, conseguiu causar uma revolução no jeito de fazer comércio em Marabá e região.
Ainda me recordo com saudades, de uma plaquinha que meu irmão utilizava em sua relojoaria, lá em Redenção, no início dos anos de 1990, com os dizeres "Fiado só na Leolar". O artefato foi uma grande sacada de marketing do Léo, lançada com a finalidade de difundir o nome de sua loja e atrair clientes.
Léo foi um grande empresário e um homem de prodigalidade rara, sempre que era demandado para atender apelos da sociedade. A Igreja Católica que o diga!
Fiquei muito consternado com a morte do Léo, embora não tivéssemos nenhuma intimidade. Torço para que sua esposa e seus filhos tenham, como ele, tino para os negócios, e tenham muita sabedoria para não permitir que aquilo que o grande empresário plantou nessa terra fique inviabilizado sem ele.
Um comentário:
Meu caro Laércio Ribeiro:
Excelente sua postagem. Parabéns!
Não conheci o Leo, vi-o uma vez, à distância de alguns metros, quatro ou cinco, e nunca falei com ele. Foi há cerca de três ou quatro anos (o tempo passa rápido e a gente, não raro, perde logo a situação exata), num dia de sábado, quando estávamos no Senadinho – Praça Duque de Caxias –, e ele apareceu, saindo tão rápida e discretamente como surgira. Era, de fato, superdiscreto: a despeito de sua importância como empresário, jamais aparecia.
Perde Marabá, perde sua família, perde, sem dúvida, a economia do Pará. É a perecibilidade ínsita à natureza humana, tão terrível quanto real!
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