Foto: Tuerê



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NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CASO ELKA, O RETORNO

Passados cinco meses da sessão que a absolveu de cassação, a vereadora Ismaelka Queiroz, a Elka (PTB), terá sua conduta avaliada mais uma vez por seus pares, em reunião marcada para esta quarta-feira (31/08). Desta vez, os vereadores vão tratar sobre a acusação de que ela teria forjado documentos na ação civil pública a que responde na justiça por ato de improbidade administrativa.
A reunião acontece na sala da presidência da Câmara, às 9h00, e será a portas fechadas.
Por conta disso, não haverá a sessão ordinária de quarta-feira.
De acordo com informações do assessor jurídico do Poder Legislativo, o advogado Valdinar Monteiro de Souza, a reunião será, na verdade, para que os vereadores decidam em votação se acatam ou não a denúncia do Ministério Público Estadual de fraude processual contra Elka. A vereadora é acusada de falsificar assinaturas em documentos para produzir provas na ação civil pública que ela responde na justiça.
O voto será aberto e quórum mínimo para o acatamento será de 2/3, ou seja, pelo menos 9 dos 13 vereadores.
Caso a Câmara acate a denúncia, será formada nova comissão processante (Comissão Especial de Investigação). Os membros dessa comissão serão escolhidos por sorteio, em número de 3, e terão o prazo de 90 dias para produzir o relatório, com sugestão de pena para a vereadora investigada.
Como ocorreu da outra vez, quando Elka foi acusada de uso indevido do veículo que o Legislativo disponibilizava para seu gabinete, o relatório poderá sugerir uma das três punições previstas no Regimento Interno do Legislativo: censura (advertência) verbal ou por escrito, perda temporária do mandato (suspensão) ou cassação (perda definitiva do mandato).

MÁS NOTÍCIAS SOBRE A ALPA

Engrossando ainda mais o caldo de especulações em torno da implantação da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), em Marabá, o presidente da Câmara, Nagib Mutran Neto (PMDB), garante que tem uma informação muito ruim sobre o projeto para dar à população, mas que decidiu checar primeiro com mais profundidade antes de revelar.
O parlamentar se negou a dar qualquer pista, mas assegura que é uma notícia ruim.
Na semana passada, a vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha (PT), revelou que a presidente Dilma colocou, propositalmente, em ponto morto, a marcha das iniciativas que competem ao Governo Federal no projeto de implantação do porto e da hidrovia, para pressionar a Vale.
Nos últimos meses, têm ficado cada vez mais fortes os rumores de que a Alpa não mais será implantada em Marabá; uma espécie de contrafação à badalação que se fez em torno da vinda do empreendimento para o município. Em junho último, o responsável direto pela implantação do projeto, José Carlos Gomes Soares, foi convidado pela Câmara Municipal para dar explicações a respeito da boataria. Na ocasião, ele foi enfático em assegurar que as obras da siderúrgica estão andando a todo vapor, rigorosamente dentro do cronograma estabelecido. Para convencer os vereadores disto, Zé Carlos fez questão de levar para o plenário do Legislativo o time completo de executivos que, juntamente com ele, estão investidos na missão de dar conteúdo ao empreendimento – no prazo e nas condições já projetados.
No mês de julho, foi a vez do presidente da Acim, Ítalo Ipojucan, reunir a Imprensa para abafar algumas especulações em torno do assunto. Ipojucan admitiu que há entraves, ma preferiu pulverizar otimismos. Por enquanto, fica a no ar a dúvida sobre se o que Nagib sabe é realmente sério ou se não passa de mais um factoide em torno da questão.

SEMANA SEM SESSÕES NA CÂMARA



Ao contrário da semana passada, quando realizou pelo menos duas sessões extraordinárias – uma para homenagear os maçons e outra para prestigiar o Dia do Soldado –, o Poder Legislativo de Marabá vai dar uma trégua. Esta semana não haverá nenhuma das duas sessões ordinárias semanais, de terça e quarta-feira. A desta terça foi suspensa por conta do desembarque, pela manhã, do governador Simão Jatene e sua comitiva no aeroporto local. A de quarta, por sua vez, foi cancelada em virtude da reunião secreta para discutir o caso da vereadora Elka.

DESMASCARANDO O MAURINO

Um dos blogueiros acionados pelo prefeito de Marabá na Justiça aguarda resposta a um e-mail para jogar luz em mais uma das suas enganações. Detalhes nos próximos dias.

sábado, 27 de agosto de 2011

BLOGUEIROS FAZEM PROTESTO

A tentativa do prefeito Maurino Magalhães de calar a blogosfera foi o que provocou esta foto em que este jornalista (primeiro à esquerda) aparece com os colegas blogueiros Ribamar Ribeiro Júnior (Contraponto & Reflexão), Pedro Gomes (O Resto do Iceberg), Chagas Filho (Terra do Nunca) e Ademir Braz (Quaradouro).
A foto foi feita em um dos corredores do fórum local, na manhã da última quinta-feira (25/08), logo após encontro dos cinco com o prefeito na sala de audiências da 1ª Vara Cível. A desta quinta-feira seria a primeira audiência na Ação Ordinária de Danos Morais proposta por Maurino contra os citados acima. Em razão da juíza Cláudia Favacho, titular da 1ª Vara, encontrar-se atendendo outra demanda na Vara Agrária, pela qual ela também responde, foi designado o dia 1º de dezembro de 2011 para nova audiência.



MIL DESCULPAS, JOSEPH GOEBBELS


Extraído de O Quaradouro


Em apertadíssima síntese, o Sr. Maurino Magalhães de Lima, prefeito municipal de Marabá, propôs Ação Ordinária de Danos Morais compedido liminar de antecipação de tutela em face dos companheiros Chagas Filho, Ribamar Ribeiro Jr., Pedro Gomes, Laércio Ribeiro e este perigoso responsável por Quaradouro, a pretexto de que, em 20 defevereiro de 2011, o Pedro Gomes veiculou em seu blog (O resto doIceberg) uma montagem na qual Maurino Magalhães aparece “com a mesma vestimenta utilizada pelo exército nazista, identificada pelo símbolo da suástica”, estruturada sobre a figura de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista do III Reich.
Não é bem assim.
No texto “A reencarnação de Goebbels”, ilustrada pelas figuras, Pedro Gomes diz textualmente:
“A famosa frase: 'Uma mentira dita mil vezes, torna-se uma verdade', é atribuída ao ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Dentre outras frases, também destaca-se a seguinte: "Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito".
Quem diria que mesmo após a 2ª Guerra Mundial alguns desses mecanismos de manipulação de massa, criados à época, continuam em pleno uso nos nossos dias. Explico...
O felizardo que ouve o programa 'Bom dia, Prefeito', que vai ao ar diariamente em uma rádio de Marabá, fica até sem saber em qual cidade mora. Tantas são as melhorias divulgadas pela prefeitura que dá até pra acreditar.
Sinceramente, espero que as semelhanças parem por aí”.
A razão do melindre, contudo, parece ter sido a repetição da mesmíssima postagem nos blogs dos demais requeridos, em especial no Quaradouro, de responsabilidade deste requerido, “tendo neste blog uma repercussão maior em razão da quantidade de acessos.”
E vai daí, o procurador do requerente tece uma extraordinária gama de filigranas supostamente jurídicas para insinuar que todos os requeridos inquinaram Maurino Magalhães de “nazista, regime (sic) marcado por atrocidades, guerras e o massacre de milhões de pessoas”, “imputando uma comparação grave ao requerente de partidário do nazismo, de manipulador, de mentiroso, ofendendo a honra, dignidade, moral e imagem do requerente”. Pede, por fim, 100 (cem) salários mínimos decada requerido, a pretexto de danos morais.
Isso exposto, vamos agora por partes, como diriam Chico Picadinho e ocasal que matou e esquartejou o rapaz no motel em Belém.

1. Sobre Joseph Goebells:
O Nazismo ou o Nacional Socialismo designa a política que governou a Alemanha de 1933 a 1945, o Terceiro Reich. O nazismo é frequentemente associado ao fascismo, embora os nazistas dissessem praticar uma forma nacionalista e totalitária de socialismo (oposta ao socialismo internacional marxista).
Após a derrota de Hitler, o nazismo foi proibido na Alemanha, embora grupúsculos de simpatizantes, chamados neonazistas, continuem a existir naquele e em outros países.
Paul Joseph Goebbels (Mönchengladbach, 29 de outubro de 1897 — Berlim, 1 de maio de 1945), orador mordaz e um dos principais nomes do Partido Nazista, tornou-se ministro da Propaganda Nazi em 13 de março de 1933.
Não era analfabeto…
Estudou literatura e filosofia. Foi uma figura-chave do regime, conhecido por seus dotes retóricos. Era um dos líderes políticosnazistas mais destacados que tinham concluído estudos superiores. Teve uma posição correspondentemente importante entre os nazistas.
Num regime que se assumia como absoluto, total, todos espaços que dali por diante circundavam os cidadãos, nas ruas, nos edifícios, nos estádios, nos prédios público e privados, nas fábricas e nas escolas, tudo o que fosse impresso ou que circulava no ar, passou a ser preenchido pelas mensagens, slogans e símbolos do partido nazista e do seu guia, Adolf Hitler.

Nesta cidade pintada com as cores do PR, isso lembra ao leitor alguma coisa?...
Mas, continuemos com a História.

Através de um controle extremamente centralizado de diversas áreas de influência no universo da cultura, a propaganda nazi utilizou os recursos da imprensa e das novas mídias, como o rádio e a televisão. O objetivo era encaixar o Führer como a ressurreição do cavaleiro audaz que abate as forças do mal - o comunismo, o liberalismo, o expressionismo, o judaísmo, expressões diversas de um nocivo antigermanismo -, preservando para o futuro a integridade moral, ideológica e racial dos arianos. Hitler aparece, pois, como a simbiose dessas duas legendas, a do messias e a do herói. Ao deificá-lo ele surgia nas telas do documentário como um divisor de águas da Alemanha moderna. Aquele que com sua determinação inquebrantável afastara as sombras das humilhações passadas (as punições do Tratado de Versalhes) para apresentar ao seu povo um futuro luminoso, radiante, pleno de realizações e imortais façanhas (a aventura do Estado nacional-socialista). Hitler era o Partido Nazista, ele era a Alemanha. Sua tarefa era conduzi-la para dirigir o mundo. Hitler era invencível. Somente ele era um indivíduo, sendo que os demais alemães se dissolviam num imenso mecanismo unido para servir ao seu Führer.

Quem dizia, por aqui, que Marabá estava nas mãos de Deus?...
São de Goebbels frases como:
· Enfiar na cabeça dura das massas a devoção a Hitler, como o deus da nova Alemanha, tornou-se o meu objetivo único.
· A propaganda jamais apela à razão, mas sempre à emoção e ao instinto.
· De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.

Quem, matinalmente, está mentindo para você, leitor, através de um programa de rádio pago com verba pública?
2. Sobre Maurino Magalhães:
Maurino Magalhães de Lima é capixaba de Itabaiana (ES), onde supostamente nasceu em 06.03.1958. Mas, no prefácio do livro “Vencerou vencer – Maurino Magalhães Sua vida & Sua História” (Ed. Semin, Belém - PA, 2007), à pag. 09 fala-se que:
“lendo passagens de sua vida compiladas por Jonas Borges, é fácil descobrir por que um migrante nordestino, semianalfabeto, chegou ao apogeu de sua trajetória, assumindo o cargo de prefeito do município de Marabá.
"Como todo migrante corajoso e com o objetivo único de ascender àpirâmide social, Maurino se lançou ao mundo em busca de espaço onde pudesse realizar seus sonhos e esperanças, buscando vantagens que no mundo de origem não tinha, com apego apenas às próprias utopias e sonhos.”
Ora, a não ser que tenha ocorrido uma inacreditável e formidável mudança na estrutura geográfica do continente sul-americano, o Espírito Santo pertence à Região Sudeste do Brasil, nada tendo a ver com migrantes nordestinos!
Temos, assim, que o culto à própria personalidade não impede Maurino Magalhães de engendrar farsas, mentiras e até mesmo uma nova geografia...
E como seu “objetivo único” é “ascender à pirâmide social”, buscando“vantagens que no mundo de origem não tinha, com apego apenas às próprias utopias e sonhos”, eis que o autor da presente ação admite-se como alpinista social a valer-se de qualquer escada ou ferramenta, independentemente de qualquer restrição – moral, inclusive.
E se o contexto social não é propriamente um rochedo, mas, comparativamente, um mosaico irregular, com espaços vazios, torna-se fácil para aventureiros de todo calibre infiltrarem-se nos bolsões de vácuo da sociedade e nele movimentar-se ao largo de qualquer princípio ético.
Por isso, não existiu a mais remota intenção de chamá-lo de “nazista”, assim como jamais se pretendeu denegri-lo.
Na verdade, quem deveria queixar-se da comparação, se pudesse, seria Joseph Goebbels.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FIGURAS DE LINGUAGEM SAINDO PELO LADRÃO

Sou excessivamente amarrado em textos ricos em figuras de linguagem. Eis que encontrei esta pérola, de autor desconhecido, que compartilho com os leitores do blog:


Senhora resposta para a pergunta: Alguém sabe me explicar o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?

Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever
sobre comida seria sopa no mel, mamão
com açúcar. Só que depois de um certo
tempo dá crepe, você percebe que comeu
gato por lebre e acaba ficando com uma
batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce, mas não é mole,
nem sempre você tem ideias e pra descascar
esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente,
mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que
se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o
mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-
maria, porque é de grão em grão que a galinha
enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não
azedar, passar do ponto, encher linguiça
demais. Além disso, deve-se ter consciência
de que é necessário comer o pão que o
diabo amassou para vender o seu peixe.
Afinal não se faz uma boa omelete sem antes
quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar
doce da boca de criança e vai com muita
sede ao pote. Mas como o apressado come
cru, essa gente acaba falando muita abobrinha,
são escritores de meia tigela, trocam alhos por
bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão
com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa,
com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem
em devaneios (piram na batatinha, viajam na
maionese... etc).
Achando que a beleza não põe mesa, pisam
no tomate, enfim o pé na jaca, e no fim quem
paga o pato é o leitor que sai com cara de
quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que
se come, pois quem lê não é tudo farinha do
mesmo saco. Diversificar é a melhor receita
para engrossar o caldo e oferecer um texto
de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores
que a barriga o negócio desanda e vira um
verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta
chorar sobre o leite derramado porque
ninguém vai colocar uma azeitona na sua
empadinha, não.

O pepino é só seu, e o máximo que você vai
ganhar é uma banana.
Afinal pimenta nos olhosdos outros é refresco.

A carne é fraca eu sei.
Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar
batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e
depois quando se junta a fome com a vontade
de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal,
o importante é não desistir mesmo quando
o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha,
que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha
e fica de se comer rezando.
Daí, com água na boca, é só saborear, porque o
que não mata engorda.
Está respondido??? 

COISAS DE JORNALISTA

Abaixo, texto superinteressante do jornalista Duda Rangel, sobre coisas da nossa profissão. Impossível não gostar.

Tem dia que o lead não sai. A fonte me trai. O texto não vai.

Tem dia que a pauta emperra. O chefe só berra. O prazo me ferra.

Tem dia que assessor é um mala. Entrevistado não fala. Que o papo não embala.

Tem dia que plantão não tem fim. O humor é ruim. O almoço, chinfrim.

Tem dia que redação é um hospício. Pescoção, um suplício. Que o café é meu vício.

Tem dia que apurar é um apuro. Que eu me sinto inseguro. Que eu levo um furo.

Tem dia que fechamento é um drama. Que a gente reclama. A gastrite me chama.

Mas tem dia da grande matéria. Que a vida é pilhéria. Que esqueço a miséria.