Foto: Tuerê



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NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



sexta-feira, 29 de abril de 2011

O FIM DA ERA GALVÃO

Torcedores do Águia de Marabá estão se mobilizando para pôr fim à já insustentável permanência do técnico João Galvão no time. Para sufocar o argumento do presidente Ferreirinha de que o clube não tem condições financeiras de bancar um nome de fora, os adeptos do movimento "Fora, Galvão" estão sugerindo o professor Bira Ramos para assumir a batata-quente. Veja o que diz o próprio Bira sobre o assunto:


Bira Ramos quer tentar tirar o Águia do vexame
"Amigos leitores; não costumo legislar em causa própria, mas chega o momento, em que algumas explicações se fazer necessárias. Senão vejamos: Quero de antemão agradecer a grande parcela de torcedores marabaenses, e parte da imprensa de Marabá, que, mesmo no desespero pela pífia campanha que o realiza em 2011, com 13 jogos e apenas uma vitória, pede insistentemente meu nome no comando técnico do Águia, cuja situação nunca foi e não é um projeto meu. Desde já muito obrigado a todos que lembram de mim.
Entendo que a regra zero da comunicação é ouvir os dois lados. No entanto, se houver regra para o ‘comentário’, que seja conhecer sobre o assunto que se comenta.
Ouvi certo comentário de cronista local que dizia que eu não teria experiência para dirigir um ‘Águia de Marabá’, mesmo na circunstância que está o querido Azulão Marabaense.
Ora, se meu currículo não é suficiente para dirigir um time do porte do Águia, então devem dizer o mesmo de quem colocou o Galvão, sem nunca ter treinado sequer uma escolinha de futebol, para comandar o time aguiano em 2004, em substituição a João Duarte, que não fazia boa campanha.
Deverão falar o mesmo sobre quem colocou o Dunga, outro que nunca treinou sequer uma escolinha de futebol, para comandar a Seleção mais importante do mundo.
Ah, ainda tem aqueles que vão querer alegar, mas eles jogaram bola. Sim jogaram, mas quem disse que o Parreira jogou? E foi ele quem tirou o Brasil da longa fila de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo. O jornalista João Saldanha também nunca chutou uma bola e foi o homem que montou o time campeão de 70, não tendo ficado para comandar o time na copa por não aceitar intromissão no seu trabalho. Nem de longe, quero me comparar a esses ‘monstros’ do esporte brasileiro, porém, alguns de nossas características são iguais.
Somente para o consumo de quem não me conhece quero afirmar que comecei a comandar futebol aos 15 anos (em 1986), quando treinava garotos de 17 anos.
De 1991 a 1994 fui comandante da Seleção Estudantil de Marabá que ganhou o tricampeonato dos Jogos Estudantis Paraenses (invictos); Em 1993, com 22 anos, comandei a Sociedade Amapaense, tendo levado o time às semifinais do Marabaense, ocasião em que larguei o time por não aceitar um jogador bêbado, que um diretor queria me empurrar de ‘guela abaixo’; em 1994 fomos campeões da Mini Copa (Marabaense Sub-20); no mesmo ano levamos a Seleção de Marabá Sub-20 ao vice campeonato Intermunicipal, que ganhamos dentro de campo, mas a FPF no tomou o título, alegando que o Biro-Biro, atleta que nunca havia jogado fora do Novo Horizontino, seria jogador do Paysandu; em 2001 levamos o Sub-20 do Águia de Marabá ao terceiro lugar da Copa Centro Oeste, em Goiânia (GO), cujo torneio contou com 16 clubes dos estados do Pará, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais e Goiás; conquistamos o Bi-campeonato com o CRB da Copa Tatuzão (Segunda Divisão) em 2005 e 2006, conquistamos o Campeonato Marabaense da Segunda Divisão (invicto) e acesso à Primeira Divisão, com o Vila Consulta, em 2006; levamos o Morada Nova, com uma base muito jovem ao segundo lugar da Taça Tião Miranda, em 2008; e de quebra ainda ganhamos cerca de 500 troféus, sendo oito em torneio de base internacional, e mais nove vices nestas copas realizadas nas regiões sul e sudeste do país; e ainda revelamos mais de 50 jogadores profissionais, tendo alguns sido convocados para Seleção Brasileira das categorias de base, enquanto a maioria continua brilhando o Brasil e exterior, levando o nome de Marabá.
Como perguntar não ofende. Será que este currículo, não dá direito a um marabaense (nascido aqui) comandar um time desta cidade, mesmo não estando eu obcecado por este objetivo?"

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ONZE ANOS DE RETALHOS. OITO ANOS SEM AZIZ

Foi num 28 de abril, 11 anos atrás (2000), que o escritor Aziz Mutran Filho lançou o único livro da sua lavra, o "Retalho de Poesias", aqui em Marabá. Daquela data, o poeta melancólico partiria de forma trágica antes de três anos depois. Aziz cometeu suicídio em 5 de março de 2003. Se estivesse vivo, ele completaria em 29 de setembro deste ano 67 anos.
Não conheci Aziz pessoalmente. Mas aprendi a admirá-lo lendo coisas que escreveu. E coisas que dele escreveram amigos meus.


Aziz por ele mesmo


Transcrevo, aqui, o texto que Aziz escreveu sobre ele mesmo no dia em que completou 50 anos, em 1994. A pérola eu colhi lá em Gente desta parte, o mais novo blog do poeta Ademir Braz.



“Nasci sob o signo da balança, e por isto tenha vindo ao mundo na forma decontrapesoHoje olho para trás e quase nada vejo que me  motivos para festejar. Fui durante esses anos todosum ente repleto de contradiçõespolivalente porexcelência, e comum no sentido mais literal da palavra. Contraí dívidas, fui cobrado e paguei. Aliás, paguei com juros escorchantes.
Durante cinqüenta anos fui um servidor dos interesses alheiosPouco tempo tivepara dedicá-lo a mim mesmo. Na condição de “escada humana”, muita genteutilizou-se dela para subir. Num períodoentretantoque tive para mimeu soube vivê-lo por inteiro. Conheci algumas terras distantesnunca além das fronteiras domeu país. Convivi com pessoas as mais estranhas que se possa imaginar. Aprendiofícios que hoje  não servem para nada. O dinheiro sempre foi o meu desafetonúmero umEm trocaquando me deparava com ele, esnobava da sua cara. Gasteiem sinal de protestopara reafirmar essa nossa mal- querença.
Tive um  amorque para variar foi frutificar-se por além das minhas cercas. Noquintal do vizinhoEm troca, fui feliz na tranqüilidade de uma união que durou atémorte da outra parte[1]. Vivemos a felicidademas estava escrito que nossepararíamos antes do outono.
Não aprendi outras línguasNão viajei pelos sete marescomo sonhei naadolescênciaNão pilotei aviões como queria. Não cheguei a ser “doutor”, comoprevira o meu paiMinha mãe foi para o céu quando eu mal completara dois anos.Por amar demais a minha pequena cidade, vou sendo um hospede constante deMarabáAqui espero morrer, e se possível ser cremado e ter as minhas cinzasjogadas metade no Itacaiúnas e a outra metade no Tocantins[2].
Sou pai de uma moça[3], para quem desejo uma vida bem diferente da minha.
Plantei muitas árvores. Tenho uma paixão doida por tudo quanto é tipo de animal(irracional). Certamente é por esta razão que algumas pessoas me tratam como umhomem de caráter.
Amei a boemia e as serenatasHoje estou fazendo pausa na bebida e tampouco meagrada a noiteGosto de ver as coisas com clareza. Sou um animal diurno. Escrevopoesias que algumas almas caridosas chegam a elogiarNão peço dinheiroemprestado, para não receber negativasAté que de vez em quando preciso e tenhovontadeem troca, sou perseguido por caloteiros que “farejam” quando tenhoalgum dinheiro no bolsoDepois de me ‘derrubar”, o elemento ainda se transformaem meu desafeto.
Escrevi discursos explosivosque os outros leram com grande eloqüência. Fizofíciosprojetos, assumi a subserviência dos meus chefes, e desdobrei-me emrapapés para os chefes dos meus chefesIstosempre a troco de nadaTudo isto,para que eles crescessem e aparecessem. E como cresceram. E como apareceram. Ecomo riram depois da minha cara de otário.
Mas não me prendi nas cidades. Varei sertões como “comerciante” de galinhas eoutros bichos menores. Perdi nesse negócio as poucas economias que tinha. Fui “peão”, trabalhando numa companhia estrangeira que aportou por aqui,durante umcastigo” que recebi da Ditadura. Nesse tempo de “peonagem”, pelejei por seismeses no cargo de faz tudo – carreguei pedrasmadeira, cortei mato e fiz atécurativos... Conheci a mata virgem em toda a sua brutalidade e grandeza. De volta àcidadeapós ter comprado, com o saldo, duas mudas de roupa nova e um par desapatos num “queima”, caí na esbórnia e depois de três dias no cabaré não tinhamais um tostão furado no bolso. Restaram-me uma malária que estava “encubada” e que a cachaça fez aparecer, e uma ressaca inominávelsem poder comprar ummísero sonrizal.
que posso falar mais? – Ah, sim, sou surdo de um lado. Dei um tiro noouvido[4]."

Aziz por seus amigos

Aziz Mutran deixou saudades. E também amigos. Poucos, é verdade, mas uma banda deles de verve apurada como ele. Um deles é o doutor Valdinar, de quem eu tomo a liberdade de copiar e colar aqui a crônica Esquecimento Involuntário que ele escreveu na recordação do amigo partido.

"Pego na minha biblioteca um exemplar do livro Retalhos de Poesias, de Aziz Mutran Filho, poeta marabaense que se foi do nosso meio, deixando tristeza e saudade. Releio mais uma vez, com um misto de saudade e dor pelo sentimento da perda irreparável, a dedicatória que ele fez para mim, um dia de manhã quando cheguei à Câmara Municipal, onde trabalhávamos e ainda trabalho: “Para o ‘crânio’ desta Casa, Valdinar, meu estimado colega, com humildade. Em, 05-05-00.” Embaixo a sua rubrica.
São 23 horas de um dia qualquer da minha vida: quarta-feira, 15 de outubro de 2008, para ser mais preciso. Fico parado por algum tempo, lucubrando, pensando nas conversas que tivemos como colegas de trabalho, na admiração que ele bondosamente demonstrava pelos meus pobres artigos e crônicas, na sua inesquecível camaradagem, no seu peculiar empenho em servir, na sua hipossuficiência, na sua indisfarçável revolta pela ingratidão de muitos, pelas agruras da vida. De repente me dou conta de que esqueci o dia de seu falecimento e, por conseguinte, tenho de consultar anotações para relembrar que foi o dia 5 de março de 2003. Faz, portanto, mais de cinco anos que ele se foi e nos deixou a todos, parentes e amigos. Que coisa!
Não é ingratidão minha nem descaso, é a realidade da vida: esqueci a data da morte de Aziz porque o homem é falho, falível, imperfeito e se esquece de fatos, pessoas e acontecimentos com naturalidade. É o efeito da perecividade, que é ínsita a todo o ser vivente, a ânsia de morte que persegue o homem e o acompanha do berço à sepultura. Esquecer é também matar e morrer ao mesmo tempo: morrem por um só ato, consciente ou inconscientemente, quem esquece e quem é esquecido. E, como diz o médico e escritor Genival Veloso de França, “a morte não é um momento ou instante, mas um processo gradativo que não se sabe quando se inicia ou quando termina”.   
É certo que determinados indivíduos são lembrados pela posteridade durante séculos e séculos, mas isso não é a regra. A regra é o esquecimento com o passar de poucos anos. Para ser lembrado ou, se alguém assim prefere, para não ser esquecido é indispensável fazer por deixar algo que seja mais duradouro do que a própria vida, a qual é muita curta. Nem todo dia, porém, nasce um Sócrates, ou Platão, ou Aristóteles, para não sair da Grécia Antiga; ou um Duque de Caxias, ou Rui Barbosa, para ficar em nosso arraial.
Sic transit gloria mundi! Traduzindo, para quem não sabe: “Assim passa a glória do mundo!” O comandante de hoje será o inativo sem comando de amanhã. Tudo é efêmero, tudo é passageiro, tudo é transitório. Os homens passam, os amigos e parentes os esquecem, e só as instituições ficam, mas também as instituições morrem e, mortas, desaparecem.
Aziz, como ele mesmo dizia, foi um dedicado servidor dos interesses alheios, típica escada humana, sem tempo e sem espaço para se dedicar a si mesmo. Talvez seja por isso que, macabramente, doentiamente, sempre foi um enamorado da morte, que a buscava com paixão e tinha plena consciência disso. Pobre Aziz, de tanto buscar a morte morreu cedo, tresloucadamente!
Dizem muito da sua personalidade, por exemplo, o inédito poema “Amanhã”, de outubro de 2001, e o curriculum vitae, escrito em prosa mais poética do que muitos e muitos poemas e posto à guisa de prefácio do livro Retalhos de Poesias. Analisar isso, no entanto, é outra história e, mais do que a insignificância literária desta crônica, exigiria um longo artigo acadêmico. Oxalá alunos e professores do curso de Letras da Universidade Federal do Pará ainda o façam!"

quarta-feira, 27 de abril de 2011

COLETA DO LIXO NAS RAIAS DA JUSTIÇA

O conturbado imbróglio envolvendo a coleta do lixo, em Marabá, está se tornando cada vez mais complicado. Enquanto, de um lado, o prefeito Maurino Magalhães pede calma à população e um voto de confiança na terceirização, de outro, há medidas sendo tomadas para sustar a iniciativa, que mal começou.
Ainda nesta semana o Ministério Público Estadual (MPE) deverá ingressar na Justiça com uma ação civil pública, exigindo a anulação do convênio celebrado entre a prefeitura e a empresa Leão Ambiental, de São Paulo, contratada para fazer a limpeza urbana em Marabá.
O contrato estaria irregular, uma vez que foi firmado sem a anuência do Poder Legislativo.
Na última terça-feira (26), a promotora de Justiça Mayanna Silva de Sousa Queiroz, titular da Promotoria de Direito Constitucional e Patrimônio Público do MPE, encaminhou ofício à Câmara com pedido de informações sobre se os vereadores haviam votado algum projeto de lei, aprovando a terceirização. De pronto, o departamento jurídico da Casa respondeu que não. Em face da negativa, o MPE cuidou de preparar ação a ser ajuizada na 3ª Vara Cível, que tem por titular a juíza Maria Aldecy de Sousa Pissolati.
Na manhã de ontem, em rápida conversa com a reportagem, a promotora Mayanna Queiroz ratificou o que já havia sido sustentado pelo assessor jurídico da Câmara, o advogado Valdinar Monteiro de Souza, sobre a necessidade de autorização do Poder Legislativo para validar o contrato entre a prefeitura e a Leão Ambiental. Valdinar disse ao Opinião que “a terceirização de qualquer serviço público, em si, seja envolvendo ou não a cessão de bens públicos, ela prescinde de prévia autorização legislativa”.
Enquanto a perlenga vai ganhando novos contornos, o lixo sobeja pelas esquinas da cidade.
A ordem de serviço autorizando a empresa terceirizada a realizar a limpeza urbana foi assinada pelo prefeito Maurino Magalhães no último dia 4, mas a coleta só começou efetivamente na última segunda-feira (25).
Em seu programa de rádio deste mês, o “Bom Dia, Prefeito”, Maurino classificou as críticas à terceirização de alarde de quem “só quer o mal para Marabá” e pediu o apoio da Imprensa, dos vereadores e da sociedade de um modo geral para que ele possa fazer uma cidade melhor. “Se tivesse alguma coisa que não estivesse em dia, dentro da lei – uma vírgula, um ponto, não sei o quê – a gente conserta, se tivesse. Mas tá tudo dentro da lei”, disse o prefeito, alegando que processo conta com o acompanhamento de todas as autoridades, inclusive o Ministério Público.

VEREADORES CRITICAM TERCEIRIZAÇÃO

Como não poderia deixar de ser, a polêmica terceirização da coleta do lixo, em Marabá, foi o tema principal dos pronunciamentos na Câmara de Vereadores, na sessão da última terça-feira (26). A grande maioria dos parlamentares teceu comentários ao assunto e, praticamente todos, assumiram posicionamento crítico em relação à iniciativa.
A vereadora Vanda Américo (PV), que no último dia 8 ingressou com representação no Ministério Público, requerendo o cancelamento do contrato de terceirização, voltou a conclamar o Legislativo a adotar uma postura mais enérgica em relação ao assunto. Vanda lembrou que a sociedade está atenta e espera mais do parlamento. Alertando que a Casa de Leis pode ficar desmoralizada, ela declarou: “Não podemos mais deixar o município nesta lata de lixo”.
A vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha (PT), corroborou as palavras de Vanda, de que a Câmara precisa adotar um posicionamento mais incisivo na questão, e criticou o prefeito Maurino por tratar com indiferença o Poder Legislativo. “O prefeito tem um discurso popular, mas sua postura é ditatorial”, disparou a petista.
Edivaldo Santos (PPS), que também protocolou representação no Ministério Público contra as irregularidades na terceirização, também foi pródigo nas críticas ao governo.
Até a vereadora Irismar Sampaio (PR), fiel integrante da base aliada, demonstrou seu descontentamento, advertindo a administração municipal do risco, caso não seja enérgica nas providências. Enquanto a gestão não agir com pulso, observou a parlamentar, a coisa vai continuar do jeito que está. Irismar propôs que seja dado tempo para que seja possível avaliar o serviço e conclamou todos a que fiscalizem.
O presidente da Câmara, Nagib Mutran (PMDB), salientou que o problema é meramente administrativo, agravado por ineficiência de gestão. Para justificar suas palavras, o parlamentar lembrou que nos seis dias em que assumiu a prefeitura, por conta do afastamento de Maurino em janeiro deste ano, ele conseguiu, através de um mutirão, limpar completamente o complexo Cidade Nova e mais seis folhas da Nova Marabá.
Pelo teor dos discursos feitos durante a sessão, ficou claro que a insatisfação dos vereadores não era meramente pela terceirização, em si, mas, sobretudo, pelos efeitos negativos dela. Depois que a prefeitura tomou a iniciativa de transferir a limpeza urbana para a iniciativa privada, o lixo passou a acumular-se pelos quatro cantos da cidade, além de ter colocado no olho da rua centenas de garis.
À demissão desses contratados o vereador Antônio Hilário Ribeiro, o Antônio da Ótica (PR), que também é da base aliada, fez ferrenho protesto, criticando a medida que, segundo ele, deixou desassistidas mais de 600 famílias. Segundo o parlamentar, antes da terceirização havia 817 garis trabalhando, dos quais, a empresa só contratou 200.
O vereador Ronaldo Batista Chaves, o Ronaldo Yara (PTB), também manifestou seu descontentamento. E deixou no ar uma denúncia grave envolvendo a coleta do lixo, em Marabá. Segundo ele, chegou ao seu conhecimento a informação de que um dos caminhões contratados pela prefeitura para o serviço recebeu em apenas um mês o valor correspondente a 48 diárias. O caso ficou de ser apurado.

LIXO NO QUILO

Muita gente só ficou sabendo como é que será feito o pagamento da terceirização do lixo, em Marabá, nesta quarta-feira (27), numa declaração do próprio prefeito Maurino Magalhães, em seu programa de rádio, o “Bom Dia, Prefeito”. Segundo o gestor, a empresa contratada vai receber por tonelada coletada e não por dias trabalhados.
Nas palavras de Maurino, esse critério trará benefícios porque o município só vai pagar pelo que for efetivamente feito.
Ocorre, entretanto, que ainda não está disponível o equipamento que fará a pesagem dos resíduos. Segundo consta, a balança será instalada por iniciativa da própria Leão Ambiental, que teria 40 dias para adquirir e montar o equipamento. Até lá, a pesagem do lixo será feita na base do “chutômetro”.
Maurino garante que dentro de 90 dias a cidade vai estar “um brinco” em termos de limpeza e faz esse diagnóstico por entender que a empresa, sabendo que quanto mais coletar mais vai ganhar, irá se empenhar para coletar tanto mais quanto for possível.
“Se ela coletar, ela recebe, se ela não coletar, ela não recebe. [...] Então, eu tenho certeza que a empresa vai querer lucro. [...] E pra ela ter lucro ela vai ter que coletar”, disse o prefeito no seu programa de rádio, destacando que a única função da prefeitura agora, com relação ao lixo, é fiscalizar a coleta e pagar o serviço. Até o fechamento desta edição, nenhum caminhão havia passado pelas ruas do complexo Cidade Nova, onde a sujeira se acumula há pelo menos três dias.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

BRASILEIROS SANGUE BOM

" Brother, o povo brasileiro é tudo sangue bom". Adivinha de quem é a frase. Do mosquito da dengue, ora pois.

COOMIGASP EM MAUS LENÇÓIS

A complicada Coomigasp, entidade criada para representar garimpeiros e ex-garimpeiros de Serra Pelada está às voltas com  a Justiça. Foi publicada hoje (25/04) decisão de juiz federal do Trabalho contra a cooperativa que desde sua fundação vive envolta em recorrentes polêmicas. Nos últimos anos, uma ruma de ex-garimpeiros tem digladiado, reivindicando para si o direito de comandar a entidade. Resta saber se agora, com a sentença desfavorável na Justiça, algum deles vai querer pagar o pato. Leia mais aqui.

FIM DE SINDICÂNCIA NO DMTU

O processo disciplinar que apura denúncia contra agente do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano), em Marabá, deverá ficar pronto dentro dos próximos 15 dias. É o que acredita o coordenador do órgão, coronel Antônio Ferreira de Araújo, ouvido pelo Opinião na tarde desta segunda-feira (24).
Segundo Araújo, a sindicância para apurar o caso foi instaurada há cerca de duas semanas. O prazo para o encerramento das investigações é de 30 dias, podendo ser dilatado por igual período, mas o coronel acha que não será necessário prorrogação.
O processo disciplinar vai apontar quem foi o servidor que esteve no motel Madri, em 13 de outubro do ano passado, com carro que deveria estar à disposição do diretor do DMTU, e vai indicar ainda qual será a penalidade a ser imputada a ele pelo desvio de conduta.
Conforme denúncia levada ao conhecimento do Ministério Público Estadual pelo vereador Edivaldo Santos (PPS) no início deste ano, o veículo corsa spacefox route, placas NSE-5918, foi flagrado na garagem de um quarto de motel. O carro não pertence ao DMTU, mas estava por determinação judicial sob a responsabilidade do coronel Araújo, a quem a Justiça constituiu fiel depositário.
“Tão logo fomos informados da denúncia, fato que chegou ao nosso conhecimento através de notícia veiculada num blog de determinado vereador, de imediato nos mobilizamos no sentido de apurar”, afirmou o diretor do DMTU, revelando que a primeira medida foi oficiar à Secretaria Municipal de Admministração, solicitando a instauração de sindicância para investigar o caso.
Ainda de acordo com coronel Araújo, ele não estava em Marabá no dia 13 de outubro do ano passado, quando o carro foi visto no motel. Naquela data, ele estava numa reunião de trabalho em Belém.
Visando contribuir com a investigação, Araújo disse que solicitou ao proprietário do motel que disponibilize cópia das fitas de vídeo do circuito interno que, porventura, possibilitem identificar o condutor do veículo. “Nosso interesse, logicamente, é desvendar e identificar, até para punir se for o caso”, asseverou o coronel, fazendo questão de frisar que o carro não pertence ao DMTU nem ao município e, sim, faz parte dos veículos à disposição da Justiça Federal, tendo sido entregue a ele, Araújo, a quem o Judiciário constituiu fiel depositário.
Além do spacefox, o diretor do DMTU ainda é fiel depositário de três motocicletas, todas repassadas pela Justiça Federal. Segundo ele, não está mais se sentindo à vontade para continuar com os veículos e já oficiou ao Poder Judiciário sua pretensão de devolvê-los para que esse indique outro responsável.
Perguntado se adotou alguma medida para que o carro não seja apanhado novamente em utilização escusa, Araújo disse que restringiu mais a utilização do veículo. “Antes ele era utilizado por qualquer pessoa que precisasse. Hoje, nós limitamos. A utilização é somente da direção e, eventualmente, do chefe do Setor Administrativo”.

MILITAR NO DMTU

Nomeado secretário Municipal de Segurança Institucional no último dia 7 de fevereiro (Portaria 067/11), o coronel Antônio Ferreira Araújo vem desde aquela data acumulando também a função de diretor do DMTU, cargo que já vinha ocupando desde a gestão passada. Passados mais de 60 dias, ainda não foi nomeado o seu substituto no órgão de trânsito, fato que deve acontecer nos próximos dias.
Segundo informou à reportagem, já está na mesa do prefeito Maurino o currículo da pessoa indicada por ele, Araújo, para assumir em seu lugar. O coronel não quis revelar o nome, mas adiantou que, como ele, trata-se de um militar da reserva, pessoa da sua confiança.
Se Maurino aprovar a indicação, o novo diretor do DMTU será o terceiro militar dentro do alto escalão da Secretaria Municipal de Segurança Institucional. O outro é o também coronel da reserva, Gilmar Marques, nomeado recentemente para o cargo de coordenador da Guarda Municipal.

ARAÚJO CRÊ EM REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

Cel. Araújo, secretário de Segurança
Secretário Municipal de Segurança Institucional há pouco mais de dois meses, o coronel da reserva Antônio Ferreira Araújo se diz otimista na sua incumbência de contribuir para que haja uma reversão nos índices de violência em Marabá. Embora ainda não esteja cem por cento investido na função de secretário, uma vez que ainda continua à frente do DMTU, Araújo já está procurando se cercar de algumas medidas para não se pegar frustrado na sua espinhosa missão. Uma delas, é a criação de projeto de vídeo-monitoramento, com vistas à instalação de câmeras de segurança em pontos estratégicos da cidade.
Segundo o secretário, o projeto já está pronto e prevê inicialmente a instalação de câmeras no complexo Cidade Nova, em pontos estratégicos a partir do bairro Liberdade. Esta seria a primeira fase, sendo que, mais adiante, novas etapas serão desenvolvidas para contemplar a Nova Marabá e a Marabá Pioneira.
No próximo dia 2 de maio, a Secretaria, juntamente com a Polícia Militar, vai discutir e apresentar a proposta a executivos da Vale, com o objetivo de sensibilizar a empresa a ser parceira no empreendimento.
“Se nós implantarmos essa primeira fase como projeto piloto, temos certeza que vamos conseguir recurso para desenvolver as outras duas fases”, disse o secretário, para quem esta medida de cunho repressivo, aliada a outras de fundo preventivo, vai garantir considerável redução nos índices de violência em Marabá.
Perguntado sobre o percentual que pretende alcançar nessa redução daqui a um ano, Araújo se mostra cauteloso. “Segurança é um problema sério e caro. E os resultados, a gente sabe, não acontecem rapidamente. Mas esperamos resultados práticos a médio e longo prazo”. Instado a dar um número concreto, o secretário de Segurança afirmou que “se daqui a dois anos conseguirmos reduzir os índices em 30% já teremos alcançado um grande resultado”. Esta é, segundo ele, a meta estabelecida no Pronasci, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, destinado a cidades com mais de 500 mil habitantes, mas que incluiu Marabá por conta dos seus altos índices de violência.
GGIM – Entre algumas das outras iniciativas voltadas para a segurança que vão somar com o projeto de vídeo-monitoramento em Marabá está a instalação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), órgão criado ainda no ano passado, através da Lei 17.404 de 2 de março de 2010.
A instalação do GGIM foi uma exigência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para que Marabá pudesse ser incluída no Pronasci. O Gabinete, com poder para discutir e implementar ações de combate à violência, é composto por diversos órgãos, entre eles as secretarias de Segurança Institucional, Assistência Social, Ações Comunitárias, Educação, Saúde, Esporte, Obras, Cultura e Turismo, a Guarda Municipal, o DMTU, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

LIXO: MAIS UMA DO MAURINO

O contrato que o prefeito Maurino assinou há exatos 10 dias com vistas à limpeza urbana poderá ser mais um pedaço de papel a se juntar aos outros que hoje sujam a cidade. O documento estaria irregular e, por isso, deverá parar no latão de lixo.

A denúncia é da vereadora Vanda Américo Gomes (PV), para quem o processo, da forma como foi conduzido, levanta suspeitas de que foi manipulado para atender interesses.
Na última sexta-feira (8), a parlamentar entrou com representação no Ministério Público Estadual (MPE), requerendo que o contrato celebrado entre a prefeitura e a empresa Leão Ambiental S/A seja considerado nulo. E propôs, na sessão desta terça-feira (12), que a Câmara requeira ao Poder Executivo cópia de todo o processo de terceirização da coleta do lixo.
A ordem de serviço que autoriza a empresa terceirizada a realizar a limpeza urbana foi assinada pelo prefeito Maurino Magalhães no último dia 4. A principal irregularidade no contrato seria a inexistência de projeto de lei, aprovado pelo Poder Legislativo, autorizando a terceirização.
Na manhã de ontem, o poster ouviu o assessor jurídico da Câmara, o advogado Valdinar Monteiro de Souza, e ele confirmou que, pela Lei Orgânica do Município, o Executivo não pode terceirizar a limpeza urbana sem a anuência do Legislativo. “A terceirização de qualquer serviço público, em si, seja envolvendo ou não a cessão de bens públicos, ela prescinde de prévia autorização legislativa”, observou o advogado. “Antes de contratar, o prefeito tem que encaminhar um projeto de lei pra Câmara, pedindo autorização legislativa; esse projeto, uma vez aprovado e sancionado pelo prefeito vira lei e, aí, o prefeito está autorizado a fazer a respectiva licitação”, complementou.
O poster também entrou em contato com a Procuradoria Geral do Município (Progem), buscando explicações para a terceirização sem a aprovação da Câmara. Por telefone, a procuradora Aurenice Botelho disse que o processo licitatório foi todo conduzido pela Comissão de Licitação do Município, cabendo à Progem apenas emitir parecer jurídico sobre a contratação. Ela estranhou a denúncia de irregularidade e ressaltou que o processo foi conduzido dentro da mais completa legalidade. “Foram obedecidos todos os trâmites legais e todas as formalidades que a legislação pertinente prevê”, assegurou.
Sobre o pedido de cancelamento proposto pela vereadora Vanda Américo, Aurenice disse não acreditar que o processo dê margem para isto. “Quem quer que seja que proponha o cancelamento de um processo ao qual demos um parecer favorável e, certamente, está com perfeita regularidade, eu acho que vai perder a causa. Se emitimos um parecer favorável, a gente entende que é legal e, por isso, vamos defender esta causa até os finalmentes”, asseverou a procuradora.
O blog também manteve contato com a Comissão de Licitação do Município, para mais esclarecimentos. Por telefone, falou sobre o assunto o advogado Antônio Gomes Júnior. Ele também estranhou a hipótese de irregularidade na terceirização do serviço de limpeza urbana e ressaltou que o processo, com cerca de duas mil páginas, encontra-se à disposição de quem tiver interesse de consultá-lo ou mesmo copiá-lo. “Quem tiver qualquer dúvida vem ler aqui pra ver se tem alguma irregularidade – se achar que tem”, afirmou Antônio Júnior, observando que várias pessoas já pediram vistas do processo, mas, entre essas, não consta a vereadora Vanda Américo.
Dúvidas – Uma série de pontos ainda obscuros precisa ser esclarecida na terceirização da coleta do lixo, em Marabá. Um deles é o que será feito com toda a estrutura que a prefeitura utilizava para a realização do serviço, como containeres e a própria frota de caminhões e máquinas. Se a empresa vai se utilizar desses equipamentos, a cessão deles sem que isto esteja previsto em lei é outra falta grave que pode ensejar o cancelamento do contrato.
No entendimento de alguns, até mesmo a utilização do aterro sanitário pela empresa terceirizada configura-se em uso de bem público e, portanto, necessita de autorização legal.
De acordo com o Artigo 101, inciso XIV da Lei Orgânica do Município, a Câmara de Vereadores pode, ela mesma, suspender o contrato tido por irregular, através de decreto legislativo.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

POUCAS E BOAS

SERVIDORES DÃO ULTIMATO À PREFEITURA
Laércio Ribeiro – da categoria, em atraso desde o mês de maio deste ano. Até lá, caso não haja uma solução, os funcionários podem radicalizar.
A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (4), durante assembleia realizada no plenário da Câmara de Vereadores, com a presença de centenas de servidores.
Durante o encontro, eles decidiram esperar mais uma semana e então partir para medidas mais severas, com o fim de pressionar a administração municipal, caso esta não regularize a situação.
De acordo com Edimilson Oliveira de Almeida, presidente do Servimmar (Sindicato dos Servidores do Município de Marabá), além de atrasar o pagamento dos salários, a prefeitura não está mais creditando na conta do servidor a quantia referente ao vale-alimentação, cujo valor é de R$ 161,20. O último pagamento foi feito no mês de maio, referente ao mês de abril. Assim, já são quatro meses em atraso, considerando que o mês de agosto deveria ter sido pago no início deste mês de setembro.
“A situação é preocupante porque a cada mês de atraso os valores vão se acumulando e, com isso, a situação vai ficando pior”, observa Edimilson, destacando que o montante mensal do recurso, considerando a soma de todos os servidores, beira a casa de 1,5 milhão de reais.
Ainda de acordo com o presidente do Servimmar, por diversas vezes ele, juntamente com representantes do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará) e do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Estado do Pará) tentaram solucionar o problema na base do diálogo com a administração municipal, sem, contudo, lograr êxito.
No mês passado, eles estiveram com a nova secretária municipal de Finanças, e ouviram dela que o vale-alimentação seria ainda em agosto, o que não aconteceu. “Ela [a secretária] prometeu, a gente transmitiu a informação para os companheiros, mas o pagamento não saiu. Ou seja, numa situação dessa, a gente é que fica de mentiroso”, protestou Edimilson.
“Enquanto Sintepp, nós não vemos mais nenhuma forma de dialogar com a administração municipal”, apelou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Wendel Lima Bezerra, deixando claro que a paciência dos servidores já chegou ao limite. “Pra nós tá muito claro o calote”, asseverou.
Durante a assembleia, apenas a vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha (PT), estava no plenário da Câmara. Ela disse estar solidária com os servidores e lamentou que, no Legislativo, muitas vezes tem sido voto vencido quando se posiciona contra o Executivo, haja vista que a grande maioria dos seus pares joga no time do governo.
Pelo que ficou decidido na assembleia, um novo encontro será realizado no dia 11 de setembro, na parte da manhã, mais uma vez no plenário da Câmara Municipal, quando os servidores decidirão sobre que medidas vão adotar, caso até lá a situação do vale-alimentação ainda não tenha sido regularizada. De acordo com os três sindicatos (Servimmar, Sintepp e Sintesp) é possível que haja alguns atos públicos ou mesmo a deflagração de uma greve.
“Eu acho que já deu o que tinha que dar para a prefeitura”, declarou o professor Michael Souza, um dos servidores descontentes com o atraso vale-alimentação por parte da prefeitura, se referindo ao prazo de sete dias dado como ultimato à administração municipal. Para ele, caso o poder público até lá não regulariza a situação, só restará mesmo aos trabalhadores radicalizar. “Por que este não é um problema que afeta somente nossas vidas, mas também a de nossas famílias”, acrescentou ele, propondo que se exija da prefeitura o pagamento integral de todo o atrasado. “Se não for tudo não é nada. Se não for tudo, não é nada”, arrematou.


ELEITORADO MARABAENSE CRESCEU 8%


Laércio Ribeiro – O número de eleitores do município de Marabá cresceu aproximadamente 8% em relação ao ano de 2010, quando houve as últimas eleições. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitorado saltou de 133.564, em 2010, para os atuais 144.248 eleitores (números de julho de 2012).
A evolução se deu a uma taxa maior que a média de crescimento do eleitorado no país e também no próprio Estado do Pará, cujo incremento foi de 3,5 e 6,9%, respectivamente.
Analisando a evolução ocorrida nos últimos quatro anos, nota-se que a taxa de crescimento de 2010 para 2012 foi menor em relação ao período 2006-2008, quando o eleitorado cresceu cerca de 10%.
Pelo que se observa, houve encolhimento no ritmo de inscrição de novos eleitores. Mesmo assim, a taxa de incremento do eleitorado ainda é praticamente duas vezes maior que o índice de crescimento populacional observado nos dois últimos anos. Basta ver que a população saltou de 224.011 habitantes em 2010 para os atuais 233.669, segundo o que consta do banco de dados do IBGE.
Fato curioso – De todos os municípios do Pará, um chama a atenção pelo alto índice de crescimento do seu número de eleitores entre 2010 e 2012. Santa Maria das Barreiras teve um incremento no período de seu eleitorado superior a 35%. Saltou de 10.560 eleitores para 14.609, algo em torno de 85% do número de toda a sua população de habitantes.
Cumaru do Norte, Ourilândia, Santa Bárbara do Pará, Anapu, Banach, Bujaru, Cachoeira do Piriá e São João de Pirabas foram outros municípios que também tiveram crescimento exorbitante.
Já em Peixe Boi, cidade do Baixo Tocantins, o eleitorado diminui, caindo de 6.798 para 6.473 eleitores. Em São Geraldo do Araguaia, a população de 20.732 eleitores ganhou apenas mais um novo integrante, de acordo com informações do TSE.



TRE JÁ RECEBEU MAIS DE 30 DENÚNCIAS DE PROPAGANDA IRREGULAR 
Laércio Ribeiro – A pouco mais de um mês da eleição deste ano, funcionários dos dois cartórios eleitorais que funcionam em Marabá se desdobram para dar com tudo pronto nos preparativos para a votação. No cartório da 100ª Zona, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral, uma das principais demandas são as diligências para apurar denúncias de irregularidade na campanha feita pelos candidatos.
De acordo com Glenio de Souza Sales, chefe do cartório da 100ª Zona, até o momento ele já recebeu cerca de 35 denúncias, as principais delas oriundas de propaganda em local inadequado ou em que o candidato utilizou recurso visual fora do tamanho padrão estabelecido pela legislação.
A lei eleitoral determina que a propaganda não pode ocupar mais de quatro metros quadrados e não deve ser realizada em espaço público.
Nas denúncias levadas ao cartório eleitoral, em Marabá, consta que alguns candidatos têm colocado cavaletes com propaganda em vias públicas, geralmente no espaço entre os meios-fios.
Nestes casos, a Justiça Eleitoral tem notificado o infrator, dando-lhe o prazo de 48 horas para a retirada da placa. Caso a determinação seja obedecida no prazo estipulado, o candidato fica livre da multa que, diga-se de passagem, não é nada suave. Para se ter uma ideia, nos casos em que a propaganda é feita em espaço maior que quatro metros quadrados, a multa vai de R$ 5.320,00 a R$ 15.961,00.
Direito de resposta – Outra demanda bastante comum no cartório eleitoral, ainda de acordo com Glenio Sales, tem sido representações com pedido de direito de resposta. Na maioria dos casos, o juiz eleitoral tem analisado os pedidos geralmente nas primeiras 24 horas e os processos têm sido concluídos em até cinco dias.
Por pelo menos duas vezes, chegou reclamação de irregularidade na veiculação da propaganda na TV, por falha da emissora responsável pela geração do sinal de transmissão. Em ambos os casos, a emissora transmitiu duas vezes a propaganda de determinado candidato e deixou de transmitir o programa da coligação adversária. Atendendo à reclamação, o juiz eleitoral determinou a reparação do erro no dia seguinte, o que já foi resolvido.

 
POUCAS E BOAS

Do blog do apresentador Milton Farias, alguns provérbios muito interessantes, da lavra do Barão de Itararé:

De onde menos se espera, daí é que não sai nada.


Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa.


Quem empresta ao pobre, adeus...


Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.


Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.


Quando pobre come frango, um dos dois está doente.


Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo.


Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre.


Quem só fala dos grandes, pequeno fica.


Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica.


Depois do governo ge-gê, o Brasil terá um governo ga-gá. (Ge-gê: apelido de Getulio Vargas. Ga-gá: referia-se às duas primeiras letras no sobrenome do novo presidente, Eurico Gaspar Dutra).


Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.


Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado.


O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato.


Os juros são o perfume do capital.


Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos.


Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.


O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.


A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes.


Cobra é um animal careca com ondulação permanente.


Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades.


Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.


Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem.


É mais fácil sustentar dez filhos que um vício.


A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados.


Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai.


O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si.


Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você.


Mulher moderna calça as botas e bota as calças.


A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.


Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato.


Pão, quanto mais quente, mais fresco.


A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte.


A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CASO ELKA


Para quem não teve a oportunidade de participar da sessão em que a vereadora Ismaelka Queiroz (PTB) foi submetida a julgamento, na Câmara Municipal de Marabá (dia 25/03), postamos aqui, com exclusividade, vídeo com parte do seu pronunciamento na tribuna. Vale a pena conferir.

BRUNO E NARDONI

Pra refrescar a memória - e rir um pouco - eis aqui dois casos da crônica policial numa paródia bem humorada, possível graças aos recursos do Photoshop.

NOVO SEGUIDOR

Imagem da página do jornal Folha do Pará na Internet
O jornal Folha do Pará também está na nossa lista de seguidores. O periódico é do combatente James Paraguassu, empresário que aos poucos vai garantindo seu espaço no mercado editorial de Marabá e região. Recentemente, James passou a veicular seu jornal também no formato digital (www.folhadopara.com), criando um portal na Internet com informações atualizadas quase que diariamente.

domingo, 3 de abril de 2011

CURSO COM RILDO BRASIL

O cartunista Waldez: charge com a marca de Rildo Brasil 
O cartunista Rildo Brasil informa que estará ministrando curso de desenho a mão livre para os amantes da arte. O curso começa nesta semana e os interessados devem procurar a Papelaria Eskema, na Rua Sérvulo Brito, núcleo Cidade Nova, em Marabá. As vagas são limitadas. Maiores informações pelo telefone (94) 3324-3500. Trata-se de uma oportunidade imperdível.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

NOVO SEGUIDOR

Tem mais um novo seguidor na nossa lista. Desta vez, nosso afiliado é o sociólogo Ribamar Ribeiro Júnior. Membro do Conselho Gestor do Plano Diretor de Marabá, professor no Campus Rural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) e titular do blog Contraponto & Reflexão, Riba é um amigo de longas datas. Polêmico por natureza, ele é daqueles que não se furtam em delatar os desmandos e falcatruas da banda podre da sociedade, sempre botando o dedo na ferida e suscitando o debate em torno de questões que muitos preferem empurrar pra debaixo do tapete.