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NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ENCHENTE: O DESCASO DA PREFEITURA


Abrigos improvisados pelos próprios flagelados na Folha 33 da Nova Marabá

 O previsível aconteceu em Marabá. Os rios Tocantins e Itacaiunas ultrapassaram a cota de alerta e a prefeitura não construiu ainda nenhum abrigo para acomodar as famílias flageladas. Apesar das previsões já indicarem esse nível preocupante há dias, o trabalho de construção dos abrigos pela administração municipal simplesmente não avançou.

Na manhã desta segunda-feira (28), a régua fluviométrica amanheceu marcando 10,80 metros e as águas continuam subindo.
Acossados pelas águas e sem ter para onde ir, moradores das áreas mais baixas da cidade estão vivendo em situação dramática. Cada noite para eles é um pesadelo e, se chove, então, é aquele deus-nos-acuda.
Atualmente já existem abrigos improvisados pelos próprios flagelados em diversos pontos da cidade.
A Defesa Civil não possui um controle do número dos desabrigados. Mas pelo que foi apurado pela reportagem, o número de famílias já passa de cem.
Na Vila Canaã, a popular Vila do Rato, até a manhã de ontem, a enchente já havia escorraçado pelo menos 13 famílias, segundo cálculos dos próprios moradores
A maior concentração de flagelados está na Feirinha, à entrada da Marabá Pioneira. Ali, também de acordo com contabilidade feita pelos próprios desabrigados, há mais de 50 famílias.
Outras tantas estão numa área da Folha 33, na Nova Marabá, e também ao longo da Transmangueira, no Bairro Santa Rita, entre outros locais.
No bairro Santa Rosa, dezenas de famílias já deixaram suas casas nas travessas São João e São Pedro e também na Rua Pará.
Segundo consta, algumas se retiraram ainda na quarta-feira (23). Mas a grande maioria saiu mesmo de sábado para cá.
Alguns foram para casa de parentes e conhecidos, outros improvisaram um barraco em local mais elevado. Quem não teve outra alternativa correu para a Feirinha, à entrada da Marabá Pioneira.
Durante todo o dia de ontem, o movimento foi grande nos bairros de áreas baixas, com gente se mudando e outros improvisando abrigos.
Entre os flagelados, o descontentamento é grande com a administração municipal. A Defesa Civil estaria doando apenas um pedaço de plástico para cada família improvisar seu abrigo e a prefeitura colocou caminhões à disposição para fazer a mudança.
Um morador da Rua Pará que não quis se identificar estava revoltado na manhã de ontem com o descaso da prefeitura com os desabrigados. Ele disse que foi à Defesa Civil e tudo que lhe deram foi um pedaço de plástico preto de 4x5 pra abrigar ele, a mulher e os seus 5 filhos. Além de pequeno, o plástico estava todo rasgado, o que foi constatado pela reportagem.
“Quando acaba, o prefeito ainda vai no rádio dizer que tá tomando providências”, reclama uma flagelada da Vila do Rato, que também não quis se identificar. “A enchente não é na casa dele, por isso é que ele não tá nem aí”, complementou.
Forçados a improvisar um barraco para não dormir no relento, os flagelados se viram como pode. Qualquer pedaço de madeira encontrado na rua tornou-se um achado fabuloso para eles.
No bairro Santa Rosa, famílias estão atravessando o Tocantins de canoa para buscar palha de babaçu do outro lado do rio.
No abrigo que existe na Folha 33, boa parte dos barracos também está coberta de palha. Lá, os flagelados se uniram e fretaram uma caminhonete por 50 reais para trazer o material do Bairro Nossa Senhora Aparecida, a popular Invasão da Coca-Cola.
O barraco da dona de casa Maria do Socorro Neres Cabrinha, no abrigo improvisado da Folha 33, é o único que não é coberto de palha. Ela disse que já enfrenta a enchente há 8 anos e, ultimamente, adquiriu algumas telhas de amianto que são guardadas para a ocasião.
Cobertos de palha, de telha, ou de pedaços de flandre, os barracos nos abrigos improvisados não garantem o mínimo de conforto e, quando chove, pouco protegem da água. Mas, com toda dificuldade, a água da chuva é ainda uma das poucas coisas que as famílias têm possíveis de associar ao céu, nesses dias de verdadeiro inferno em que vivem.

GENTE LARGADA COMO BICHO NA PIONEIRA

Famílias estão apinhadas num arremedo
de tapera, sem teto, na Marabá Pioneira
Espremidos debaixo de um pedaço de plástico preto ou em cubículos improvisados, dividindo espaço com cães, gatos e galinhas, os flagelados da enchente que estão na Feira Álvaro de Barros, a popular Feirinha, à entrada da Pioneira estão vivendo como bicho esses dias de rigoroso inverno, em Marabá.

Ali, eles não sabem o que é água potável, saneamento básico ou assistência social.
A Feirinha, segundo a Defesa Civil, tem capacidade para abrigar até 220 famílias. Mas a administração municipal tem relutado em levar os flagelados para lá porque o local não é extremamente seguro no caso de uma enchente de grandes proporções. Este ano, em cima da hora a prefeitura resolveu transformar o local em abrigo. Em janeiro deste ano, denunciamos a situação deplorável em que se encontrava aquele prédio público, totalmente deteriorado pelo abandono da administração municipal. Além do mato ao redor, o prédio estava, quando visitado pela reportagem, com o telhado totalmente destruído e várias paredes caindo, literalmente, aos pedaços.
Para poder receber as famílias flageladas, a prefeitura mandou limpar o mato e começou a recuperar o telhado. Mas o trabalho até a tarde de ontem estava pela metade. Com isso, muitos dos desabrigados tiveram que improvisar, eles mesmos, algum tipo de cobertura para não ter que dormir no sereno, dentro da Feirinha.
Quando chove, é um drama. Embora tenham deixado suas casas fugindo da água, os flagelados descobrem que, definitivamente, não estão de todo livres dela.
Na noite de sábado para domingo, várias famílias já estavam no local quando caiu o temporal. “Foi um aperreio medonho”, comentou um dos flagelados, morador da Travessa Pará. Ele está na Feirinha com a esposa, filhos e netos – um total de 11 pessoas. Uma das filhas ainda está se recuperando de uma cesariana que fez no dia 19 deste mês de fevereiro.
Na Feirinha, cada um se arranja como pode. A prefeitura improvisou quatro privadas, mas elas foram deixadas sem porta e o barreiro está erodindo, com a armação de compensado que forma as paredes da cintina quase caindo no buraco.
Até esta segunda-feira, também não tinha energia elétrica na Feirinha. Na manhã de ontem, homens da Celpa estiveram no local e religaram a luz, a pedido da prefeitura.
Apesar de todo esse desconforto, ainda tem gente que faria qualquer coisa por um espaço assim. É menos dramático que dormir no meio da rua, avaliam alguns.
O poster acompanhou o drama de uma mãe em busca de um pedaço de chão para se abrigar na manhã desta segunda-feira. Marinete da Costa Souza, mãe de três crianças pequenas, foi à Feirinha à procura de um espaço. Enquanto conversava caminhava pelo pátio da Feirinha, com um bebê de poucos meses no colo, as formigas de fogo atacavam os outros dois que seguravam a barra de sua saia.
A casa de Marinete, no final da Magalhães Barata, foi invadida pela água no final de semana. Ela disse que foi à Defesa Civil para pedir ajuda, mas lá informaram que não tinham como construir o barraco, apenas poderiam dar o plástico.
Com a ajuda de uma amiga, a mãe flagelada conseguiu um espaço no pé do muro da Feirinha. Agora, falta a madeira para que ela improvise o abrigo.

GINÁSIO DA 16 OCUPADO

Como que num ato de desespero, a administração municipal já está levando flagelados para ocupar até mesmo o espaço útil de ginásios, o que não permitido por lei. Na manhã de ontem, a Defesa Civil começou a levar gente para o Ginásio Poliesportivo Renato Veloso, na Folha 16. O poster acompanhou a chegada da primeira família, a do desabrigado Osvaldo Jales, morador da Travessa São João, no bairro Santa Rosa. Ele foi levado para o ginásio com a mulher e os dois filhos. Segundo informou, durante os 10 anos que mora no Santa Rosa, esta é a segunda vez que vai para abrigo da prefeitura. Sempre foi para casa alugada. “Este ano, a enchente pegou a gente desprevenidos”, declarou.

Sua esposa disse estar preocupada com a situação dos filhos, que estudam em escolas da Marabá Pioneira. Um deles, o que estuda pela manhã, já teve que faltar à aula nesta segunda.
Este é apenas um detalhe diante dos inúmeros desconfortos que enfrentam os flagelados.
Quem mais sofrem são as mulheres, os idosos e as crianças.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

RIO COMEÇA A ESCORRAÇAR

O tempo de graça acabou para boa parte das famílias que residem em áreas alagáveis, em Marabá. Na manhã desta terça-feira (22), as águas do rio Tocantins atingirão, finalmente, segundo previsão da Eletronorte, a chamada cota de alerta (10 metros na régua fluviométrica), começando a fazer desabrigados em larga escala.

Ontem, no final do dia, a régua estava em 9,88 metros e, segundo a Eletronorte, a previsão para hoje é de 10,40 metros, o mais alto nível já atingido este ano.
Sob o implacável rigor do inverno, o drama dos flagelados não é em nada diferente do de formigas, cobras e cupins que povoam as várzeas do Itacaiunas. É que a esta altura do ano e com as previsões de enchente batendo à porta desde o mês de janeiro, a prefeitura ainda não construiu sequer um palmo de cobertura para acomodar os possíveis desabrigados. Diante disso, não é de admirar se muitos moradores forem encontrados esta semana com os móveis na cabeça.
Para o coordenador da Defesa Civil, Joab Barbosa Pontes, o Joab Bombeiro, a situação é preocupante, mas a entidade não pode fazer nada. Segundo ele, a construção dos abrigos está a cargo da Sevop (Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas) e a demora se deve a entrave no processo de licitação para contratação da empresa que fará os barracos.
Conforme divulgado no boletim informativo da prefeitura desta semana, a administração municipal começaria a construção de 300 abrigos nesta segunda-feira (21).
Na manhã de ontem, o jornal esteve no Porto das Canoinhas, na Vila Canaã, a popular Vila do Rato, na Marabá Pioneira, onde estão localizadas as moradias em nível mais baixo, e constatou que pelo menos três famílias já deixaram suas casas por conta da enchente.
O rabeteiro Domingos Pereira Marinho foi um dos primeiros. Ele pendurou parte dos móveis e retirou-se na última sexta-feira (18) com a mulher e os três filhos para a casa de um conhecido. A casa fica só um pouco mais acima da margem do rio e pode também ser alcançada pelas águas.
No domingo, outro morador, conhecido no bairro pelo apelido de Zé Bola, também foi expulso pelas águas, retirando-se para a casa de um parente.
Perguntamos a Domingos Marinho para onde ele vai caso a enchente chegue à casa onde ele está provisoriamente. E ele respondeu em tom de desabafo: “Só tem um meio pra nós – jogar as coisas no meio da rua”.
Quem também está aflita com a ameaça de ser desabrigada e não ter para onde ir é a manicure Maria Joana da Silva. Ela mora no final da Getúlio Vargas, a única rua da Vila do Rato. Na manhã de ontem, as águas do Tocantins estavam a pouco mais de um metro do batente da casa. “Não temos para onde ir”, lamenta a moradora, que mora com a filha e três netos.
Joab Pontes, da Defesa Civil, garante que não há outras famílias além dessas desalojadas na cidade. Isso no dia de ontem. Hoje, obviamente, não é seguro fazer a mesma afirmação.
Segundo Joab, ele tem feito rondas pelas áreas baixas para constatar a situação das famílias.
Na ausência de abrigos oficiais da prefeitura, muitas famílias certamente vão se arranjar em barracos improvisados pelos próprios moradores ou em galpões, escolas e até posto de gasolina, como já ocorreu em outras ocasiões.

GOVERNO ESTÁ PERDIDO, DIZ RONALDO YARA

Um dos que estão preocupados com a situação dos flagelados em Marabá é o vereador Ronaldo Batista Chaves, o Ronaldo Yara (PTB). Presidente da Comissão de Direitos da Câmara, ele pretende usar a tribuna para cobrar providências mais enérgicas da administração municipal com relação ao assunto na sessão desta terça-feira.
Ronaldo criticou a falta de organização e planejamento por parte do governo nos preparativos para a enchente e lamentou não ter sido convidado este ano para fazer parte das reuniões para discutir a cheia, envolvendo representantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e outras autoridades. “O governo do município está perdido e a própria Seasp [Secretaria de Assistência Social da Prefeitura] está desorientada, sem comando”, criticou Ronaldo, com a autoridade de quem já foi titular da pasta na gestão passada.
O vereador disse que vai usar as prerrogativas de parlamentar para exigir providências para a situação dos flagelados e, caso seja necessário, poderá propor ao Poder Legislativo requerer a intervenção do Ministério Público.
Outro que está preocupado com essa demora na construção dos abrigos por parte da prefeitura é o presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Rosa, Nelito Souza, o Nelitão. Ele disse vai pedir explicações à Defesa Civil nesta terça-feira e colocou a sede da Associação, na Rua Silvino Santis, à disposição para receber famílias desabrigadas. Até 10 famílias, segundo ele, é possível acomodar já de imediato na entidade e, construindo barracos, até 30.

MAURINO E A PROPAGANDA NAZISTA

Do blog O resto do iceberg, do editor de artes Pedro Gomes (Netto Marabá), uma clara associação das lorotas Maurinistas com a propaganda Nazista. Qualquer semelhança entre esta e aquela não é mera coincidência.

A famosa frase: “Uma mentira dita mil vezes, torna-se uma verdade", é atribuída ao ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Dentre outras frases, também destaca-se a seguinte:

"Não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito"
Quem diria que mesmo após a 2ª guerra mundial alguns desses mecanismos de manipulação de massa, criados à época, continuam em pleno uso nos nossos dias. Explico...
O felizardo que ouve o programa "Bom dia, Prefeito", que vai ao ar diariamente em uma rádio de Marabá, fica até sem saber em qual cidade mora. Tantas são as melhorias divulgadas pela prefeitura que dá até pra acreditar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MÍNIMO NECESSÁRIO

Até dezembro do ano passado, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo capaz de suprir as necessidades básicas do trabalhador brasileiro não poderia ser inferior a R$ 2.227,53. Como se vê, um valor que está anos-luz distante da realidade.

ABSURDOS DO SALÁRIO MÍNIMO

Todos os anos é a mesma coisa. Sempre que o governo anuncia o reajuste do salário mínimo me dá coceiras nos ouvidos. Isso mesmo: coceiras. Ou seria cócegas? Acho que as duas coisas: vontade de rir e de ficar irritado!

Também não é pra menos. Pensar que num País em que tanto se fala em acabar com a miséria seja possível admitir vida digna com um salário de míseros 545 reais é de deixar qualquer um de estômago embrulhado - ou, como diria Ademar Rafael ao estilo bem nordestino de protestar – é de lascar!
O pior é que o mínimo, no âmbito do princípio constitucional, deveria ser suficiente para atender as necessidades do trabalhador e sua família com relação à moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.
No Brasil, pelo menos 13 milhões de brasileiros fazem malabarismo para sobreviver com essa mixaria. Isso, considerando apenas os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Se o assalariado utilizar o seu mínimo, agora de 545 reais, para comprar os itens da Cesta Básica Nacional, ou seja, 4,5 quilos de carne, 6 litros de leite, 4,5 quilos de feijão, 3,6 quilos de arroz (é isso mesmo), 3 quilos de farinha, 12 quilos de tomate, 6 pães, 300 gramas de café em pó, 7,5 dúzias de bananas, 3 quilos de açúcar e 750 gramas de manteiga (custo total de R$ 228,55 na praça de Belém, conforme Dieese), vão lhe sobrar R$ 316,45.
É uma pilhéria achar que com essa ninharia que sobra depois dos gastos com a cesta básica seja possível investir nas demais necessidades do trabalhador e sua família, como moradia, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.
Mesmo que ele deixe de lado gastos com moradia, educação, lazer e outros meios, não poderá abrir mão de essencialidades como o sal, o sabão, o creme dental, o tempero. Suponhamos que ele reserve 50 reais dos 316 para essas despesas e outras “regalias” (se o dinheiro der), como papel higiênico, sabonete, absorvente, amaciante, água sanitária...
Com um pouco de ajuda sobrenatural vão lhe sobrar R$ 266,00. Desse valor ele vai separar 42 reais para o gás. Sobram-lhe, agora, R$ 224,00.
Imaginemos que a conta de água e a de luz desse indivíduo custem, juntas, 50 reais (mais uma vez estamos cogitando o quase impossível). Agora, ele tem em mãos 174 reais do seu famigerado salário mínimo.
Com esses 174 reais, se o miserável cair no infortúnio de ficar doente e não quiser dar adeus à vida na fila do hospital público, poderá conseguir 6 reais emprestados com o vizinho e completar o dinheiro necessário pra pagar a consulta numa clínica particular.
Já o remédio, se a doença puder esperar, fica para o mês que vem. Se não, pra consulta não ficar perdida, sugere-se fazer um chá da receita e tomar três vezes ao dia. Pode até não curar, mas já é alguma coisa pra barriga.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MAURINO E A ENCHENTE

Previsão da Eletronorte para esta semana indica que as águas do rio Tocantins vão subir a galope nos próximos cinco dias. Segundo a empresa, no próximo sábado a régua fluviométrica, em Marabá, já terá chegado a 9,62 metros.
Enquanto isso, a prefeitura ainda não esticou meio metro de plástico preto para cobrir os flagelados.
 Estaria Maurino investido de algum poder sobrenatural capaz de dominar as forças da natureza ou terá ele contratado The Flash, o super herói com a velocidade da luz, para construir os barracos?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ANA JÚLIA CAREPA CITADA EM GRAVAÇÕES DE FRAUDES

Está aqui, no Diário do Pará, notícia de que até a ex-governadora Ana Júlia Carepa tem seu nome citado por dirigentes da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) como supostamente interessada em facilitar as coisas para empresas no órgão.

Veja o texto na íntegra, inclusive com transcrição do teor de parte das gravações:


A cada dia, novos lances surgem no rastro do milionário esquema montado dentro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para liberar licenças e planos de manejo em troca de dinheiro de empresas madeireiras que atuam no Estado. As investigações feitas pela Polícia Federal (PF) já duram mais de dois anos e o inquérito deve ficar concluído até o final deste mês. Quinze pessoas são investigadas, incluindo servidores, madeireiros, despachantes, advogados e políticos.


Em conversas telefônicas grampeadas com ordem judicial, a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) tem seu nome citado por dirigentes da Sema como supostamente interessada em desbloquear projetos de empresas que tinham problemas no órgão. Numa das gravações, o servidor Dionísio Gonçalves de Oliveira que, segundo a PF, representava na Sema os interesses de Sebastião Ferreira Neto, o “Ferreirinha”, presidente do Águia Futebol Clube, de Marabá, reclama com o padrinho o tratamento que está recebendo de Cláudio Cunha, secretário adjunto do órgão ambiental.
Dionísio Oliveira, que se gabava nas conversas interceptadas de dar dinheiro para todo mundo no órgão que facilitava a vida de seus clientes e que em vista disso era respeitado a ponto de servidores “tremerem nas bases” à simples citação de seu nome, diz para “Ferreirinha” nessa gravação que se os projetos de manejo forem aprovados eles (Oliveira e “Ferreirinha”) receberiam R$ 800 mil e que R$ 300 mil “ficariam para a chefa”. Segundo a PF, ambos se referiam à liberação de dinheiro para a campanha de Ana Júlia.
Os projetos citados na conversa eram sete, todos com pendências e irregularidades, mas que seriam liberados imediatamente. Só de propina renderiam R$ 2 milhões. Em outra gravação, o secretário de Meio Ambiente, Edivaldo Pereira da Silva, que substituiu no cargo o investigado Aníbal Picanço, liga para o gerente Fernando Diniz e cobra a liberação do Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof), afirmando que era um pedido da governadora.


MADEIREIRAS


A suposta interferência de Ana Júlia seria a favor de duas madeireiras. Diniz responde que um projeto já tinha sido liberado, mas o outro ainda dependia de numeração que a governadora não havia fornecido.
A investigação da PF comprovou que centenas de projetos tiveram laudos forjados. Além disso, vistorias fajutas de campo em planos de manejo eram realizadas sem que os técnicos da Sema saíssem de seus gabinetes em Belém. Bastava pagar entre R$ 5 mil e R$ 7 mil para que isso fosse feito. Quem não pagasse propina não tinha o plano aprovado. E quem já tinha também era obrigado a pagar, sob pena de não ter o plano assinado pelo secretário.
Ouvida pelo DIÁRIO, Ana Júlia Carepa negou que tenha feito pedidos para liberação de projetos de madeireiras. “Estou acostumada em ver meu nome usado em vão por terceiros. A federal (PF) já prendeu um homem que usava o nome do Marcílio (Marcílio Monteiro, ex-marido de Carepa, ex-chefe do Ibama no Estado e ex-secretário no governo dela).
Esse homem, cujo nome a ex-governadora disse não lembrar, se fazia passar por Marcílio quando ele era chefe do Ibama. “Eu fui acusada levianamente e depois se viu que era má fé. A imprensa nunca disse a verdade. É leviandade acusar alguém sem provas”. Ana Júlia disse ainda que em seu governo deu todo apoio para que a PF realizasse investigações na Sema. Sobre as conversas que envolvem seu nome, reiterou que jamais fez pedido para uma atividade irregular. “A minha postura em relação ao meio ambiente sempre foi aberta”. E arrematou dizendo que em quatro anos de governo teve todas as contas aprovadas, inclusive as de campanha eleitoral.


CONCLUSÃO DE INQUÉRITO


As investigações feitas pela Polícia Federal (PF) já duram mais de dois anos e o inquérito deve ficar concluído até o final deste mês. Quinze pessoas são investigadas, incluindo servidores, madeireiros, despachantes, advogados e políticos.
Liberação de cadastro a mando de Ana Júlia
O secretário de Meio Ambiente, Edivaldo Pereira da Silva, que substituiu o investigado Aníbal Picanço, liga para Fernando Diniz sobre a liberação do Cadastro de Exploradores e Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof) a pedido da então governadora Ana Júlia Carepa, segundo gravação da PF. Eles mantêm o seguinte diálogo:
Edivaldo - Aqueles Ceprofs da governadora já saiu (sic) todos?
Fernando- Ela não me falou qual é o número, porra.
Edivaldo - É aqueles do Índio, que o Índio apareceu aí contigo, porra.
Fernando- Não, aquele já saiu, porra.
Edivaldo - Aquele é da governadora.
Fernando- Não, ali eu lhe disse que era o seguinte: que eram dois Ceprofs que ela queria que fosse desbloqueado, mas ela não chegou a me passar o número, era isso que (inaudível) está aí com ela, porra.


ANÁLISE DA PF
Edivaldo, secretário da Sema, pergunta para Fernando sobre desbloqueio de Ceprof a mando da governadora. Em diálogos anteriores, Fernando afirma que mantém seu acesso ao sistema para resolver “demandas” do governo. A análise dos diálogos pode chegar à conclusão de que se trata de pedidos irregulares de pessoas ligadas ao governo ou apoio político. Há, na melhor das hipóteses, advocacia administrativa de vez que foi burlado a tramitação legal para beneficiar indivíduos ligados a servidores públicos.


“Uns R$ 300 mil lá pra chefa”


Dionísio Oliveira reclama ao telefone para Sebastião Ferreira, o “Ferreirinha”, que não consegue entrar no gabinete do secretário para que ele libere sete planos de manejo, porque tem “uns caras que passam na frente de todo mundo e ficam lá por horas”. Estressado, ameaçando largar a campanha eleitoral e prometendo ficar na porta para ser atendido de qualquer maneira quando sair alguém, eles travam uma longa conversa. Destaque para o seguinte trecho:
Ferreirinha- Ela pegou o nosso. Vai sair esse nosso? (referem-se a uma servidora encarregada de agilizar um dos processos de interesse da dupla).
Dionísio- Vai sair. Tá com quinze minutos que eu vim de lá da sala dela. Tô aqui no gabinete esperando. Vou voltar lá daqui a pouco, acho que ela termina no máximo às 11:30. Aí tem essa porra e mais seis que já tá na agulha, que não tem mais coisa (nenhuma pendência). Isso aqui é daquele jeito que te falei. Se não ficar nós dois aqui, assim igual daquele outro lá, não sai.
Ferreirinha- Deixa eu te dizer. O Everaldo (Everaldo Martins, ex- chefe da Casa Civil do Estado) tá aqui em Marabá. Eu tive uma conversa com ele agora. Fiquei de voltar novamente.
Dionísio- Hum, hum..
Ferreirinha- Como o Puty (deputado federal eleito Cláudio Puty) furou em tudo que foi acordo que fez com a gente, tem uns municípios que os caras não querem apoiar ele de jeito nenhum. Eu quero ver se eu acerto umas despesas de uns municípios pra ele bancar e as pessoas de lá apoiar ele e eu.
Dionísio- Tá certo, porra. Concordo, concordo, porque o que nós estamos passando...
Ferreirinha- Aí, se fizer essa parceria ele é capaz de interferir aí, nessa e resolver algumas coisas pra gente. Tu lembra que a governadora falou que ele (Puty) resolvia coisas para ela?
Dionísio- Hum, hum.
Ferreirinha- Pode ser que ele defira lá.
Dionísio- Então vamos fechar. Tu não diz tudo, diz só um pouco, entendeu? Diz só um pouco, não diz todos os projetos. O que te falo mesmo, cara, se na semana que vem esses sete projetos PMFS for resolvido é no mínimo uns R$ 800 mil que entra. No mínimo, no mínimo, né, porque os sete dá mais de R$ 2 milhões, mas no mínimo R$ 800 mil entra pra nós, já de adiantamento. Só que, porra, os caras não enxergam isso, né? Porque aí nos tira (sic) uns R$ 300 mil lá pra chefa (segundo a PF provavelmente a governadora Ana Júlia), e fica com o outro, porra, pra poder aliviar.
Ferreirinha- Eu acho que eu vou fazer o negócio com esse cara, lá. E o negócio de Santarém tá marcado para sexta-feira, 10 h da manhã. Acho que é tu que vai nessa lá de Santarém.

ESCÂNDALO NA SEMA: O ÓBVIO DO ÓBVIO

Manchetes estampadas em jornais e títulos de postagens em blogs por aí com contestações dos políticos acusados de envolvimento no esquema da SEMA são de dar urticária em qualquer um:

GIOVANNI NEGA ENVOLVIMENTO NO ESQUEMA
FERREIRINHA NEGA PARTICIPAÇÃO NO ESCÂNDALO
BERNADETE NEGA... CÁSSIO ANDRADE NEGA... PUTY NEGA...

Ora, bolas! Queriam o quê? Que os caras confessassem? Argh!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

JUIZ JOGA A TOALHA NA AÇÃO CONTRA MAURINO

O juiz Cristiano Magalhães não é mais o presidente da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) em que o prefeito de Marabá Maurino Magalhães de Lima e seu vice, o médico Nagilson Rodrigues Amoury, são acusados de prática de “caixa dois” nas eleições de 2008. Depois de mais uma manobra da defesa para travar o processo na Justiça, ele jogou a toalha.
Nesta quarta-feira (9), deveria ter acontecido a última audiência para oitiva de testemunhas. Isso mesmo: deveria, porque, mais uma vez, a defesa ingressou com recurso de “exceção de suspeição” contra o juiz, exigindo que seja indicado um novo magistrado para presidir o processo.

A defesa alega que ao determinar o afastamento de Maurino e Nagilson, fato que ocorreu no dia 25 de janeiro, o juiz Cristiano Magalhães teria demonstrado seu intuito de condená-los ao final da ação. Além disso, ao fazer declarações na Imprensa de que concluiria o processo o mais tardar até o próximo mês de março, estaria o magistrado, ainda segundo a defesa, dando demonstrações de imparcialidade.
Antes de encaminhar o recurso de “exceção de suspeição” ao Tribunal Regional Eleitoral, em Belém, Cristiano Magalhães, alegando motivo de foro íntimo, com base nos termos do Artigo 135 do Código de Processo Civil, emitiu nota anunciando o seu afastamento do caso, declarando-se impossibilitado de prosseguir na presidência da ação.
Antes, porém, o magistrado redigiu extenso documento em que argumenta em favor das decisões que tomou ao longo do processo, citando dispositivos legais e jurisprudências do ordenamento jurídico.
O juiz – Cristiano Magalhães está há pouco mais de um ano em Marabá. Casado com a promotora Hygéia Magalhães, ele é o juiz titular da 23ª Zona Eleitoral, tendo conduzido com sucesso o processo eleitoral no município em 2010. Duvidar de sua imparcialidade causou estranheza até mesmo ao advogado Erivaldo Santis, que defende os interesses do médico Nagilson Amoury.
Em entrevista que concedeu ao jornal por telefone no final de janeiro, Erivaldo disse discordar de algumas iniciativas do juiz, como o dar entrevistas na Imprensa comentando suas decisões, mas declarou ter plena convicção na idoneidade e profissionalismo do magistrado.
Na ocasião, Santis observou que, embora seu cliente, o vice-prefeito Nagilson Amoury, seja parte na Ação de Investigação Judicial Eleitoral, ele, Erivaldo, discorda de alguns recursos adotados pela defesa de Maurino e, da sua parte, o processo já deveria ter sido concluído.
Com a saída de Cristiano Magalhães do caso, o Tribunal Regional Eleitoral é quem indicará o seu substituto.
Além da AIJE que vinha conduzindo, o juiz Cristiano afirma ter mais outros três mil processos sobre a sua mesa, todos sob sua responsabilidade.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

FATOS NEBULOSOS NA ADMINISTRAÇÃO DE MAURINO

Para quem acha que é um exagero dizer que a administração do prefeito Maurino Magalhães é um desastre, o jornalista Ademir Braz apresenta aqui alguns fatos nebulosos desse governo. Tá lá no Blog do Chagas Filho.

Gastar dinheiro à-toa na desadministração do Maurino Magalhães não é novidade.

Exemplos:
1. Em janeiro de 2009, assim que assumiu, o quase ex-prefeito renovou contrato anual com o escritório do advogado Inocêncio Mártires Coelho Filho no valor de R$ 120 mil, que embolsou essa grana assim de gode, sem escrever uma única linha que fosse do interesse público.
Esse contrato foi firmado na administração anterior (Tião Miranda) e sempre foi uma afronta à Procuradoria Geral do Município, a que compete defender Marabá.
2. Na relação de supostos demitidos, que Maurino divulgou recentemente, consta um certo secretário extraordinário em Brasília, cargo inexistente nos quadros da prefeitura. Salário: R$ 6 mil mensais.Fontes indicam inclusive o pagamento de uma mansão no DF (R$ 20 mil/mês), com encontros regrados a vinho Lambrusco.
3. Talvez por sentimento de culpa, o desgoverno Maurino é o que mais contratou advogados para serviços nem sempre bem explicados. Inclusive um escritório local, contratado com dispensa de licitação, para assessorar e resolver os graves problemas administrativos que o Miguelito enfrenta na SDU...
4. Fala-se em 80 (80!!!) caçambas alugadas pela prefeitura, não se sabe para quê, uma vez que a coleta de lixo é deficitária por falta justamente de caçambas e mão de obra, e não há nenhuma obra (aliás, nunca houve) em andamento, realizada pela própria prefeitura, que mobilize tantos veículos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ANTÔNIO DA ÓTICA ATACA MIGUELITO

O vereador Antônio Hilário Ribeiro, o Antônio da Ótica, deu mostras mais uma vez de que não faz cerimônias para vestir a camisa de indivíduo polêmico. Depois de protagonizar extenso período de ataques ao coronel Antônio Araújo, coordenador do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano), Hilário agora decidiu apontar sua metralhadora giratória para o vereador licenciado Miguel Gomes Filho, o Miguelito.
Na solenidade desta segunda-feira (7), quando foi empossado o vereador Francisco Cândido Pereira, o Chico do Flamengo, Da Ótica não poupou críticas a Miguelito, que está à frente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) desde o mês de julho do ano passado.
Sem medir o efeito das palavras, o parlamentar disse que Miguelito está desempenhando mal o sua função de superintendente. “Está pior do que o Régis!”, disparou ele, fazendo referência à atuação do ex-vereador Regivaldo Carvalho, bastante criticado na Câmara quando antecedeu Miguelito à frente da SDU.
Desde que tomou posse como vereador em 2009, Antônio da Ótica tem provocado intrigas por conta de sua postura polêmica no Legislativo. O que mais chama a atenção é o fato de ele, mesmo sendo da base aliada do prefeito Maurino, não poupar ataques nem mesmo ao próprio gestor. Aliás, boa parte de seus desafetos são pessoas do governo. Além do próprio Maurino, Antônio Araújo, Regivaldo Carvalho e agora Miguelito, Hilário também já atacou outros secretários municipais.

CASO ELKA

A vereadora afastada Ismaelka Queiroz, a Elka, está sendo ouvida neste momento, a portas fechadas, pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura denúncias contra ela de quebra de decoro parlamentar.
De acordo com a vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha, presidente da CEI, os trabalhos estão na reta final, devendo o relatório ser submetido à votação na primeira sessão depois do recesso legislativo, marcada para terça-feira da semana que vem (15/2).
Nos bastidores, especula-se que a Comissão vai concluir pela procedência da denúncia e vai sugerir pena mediana à vereadora, que seria suspensão temporária do mandato. Essa suspensão, segundo o procurador jurídico-legislativo, Valdinar Monteiro de Souza, é de 30 dias - nem mais, nem menos -, período durante o qual a parlamentar também sofrerá a suspensão de seus proventos.
Recurso - À decisão tomada pelo plenário sobre o futuro de Ismaelka não caberá recurso na esfera legislativa. Mas ela poderá, se quiser, recorrer na justiça comum. Neste caso, a apelação só pode ser de cunho processual, ou seja, só lhe caberá contestar a validade do processo, alegando, por exemplo, que não foi lhe concedido o direito à ampla defesa. Jamais poderá apelar contra o resultado da Comissão.
Se a Justiça der provimento ao seu recurso, o processo poderá voltar à estaca zero e as apurações serem retomadas do início novamente, com oitivas, diligências e tudo o mais.

CHICO DO FLAMENGO TOMA POSSE

O suplente de vereador Francisco Cândido, o Chico do Flamengo (PTB), tomou posse na Câmara Municipal de Marabá na manhã desta segunda-feira (7/2). Ele assume a vaga deixada por Ismaelka Queiroz, a Elka, afastada temporariamente por conta de processo de quebra de decoro que foi instaurado contra ela.
Interpelado por este jornalista, Chico do Flamengo desconversou diante da pergunta que todos estão fazendo neste momento: qual será sua postura no parlamento com relação ao governo? Não respondeu se vai compor a bancada de oposição, embora tenha sido eleito pelo grupo de Tião Miranda, adversário de Maurino na últimas eleições.
Corda bamba - Chico do Flamengo assume sem saber se fica. Ele está diante de duas ameaças e a maior dela vem do Ministério Público Eleitoral (a outra está no possível retorno de Elka). É que ele teve suas contas desaprovadas - ou reprovadas como preferem alguns juristas - e, certamente, terá seu afastamento proposto pelo MP. Se isso ocorrer, quem assume a vaga deixada por Elka é Gilsim Silva.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

ATUALIZANDO O BLOG

O jornalista Ademir Braz cobra atualizações mais dinâmicas aqui do nosso blog. A ele e aos demais internautas deixamos modesta explicação com pedidos de desculpas: O tempo, ou melhor, a falta dele, não tem permitido postagens diárias, como deveria ser e como desejam os nossos leitores. Mas estamos nos esforçando. Contamos com a compreensão de todos.

CADÊ O DINHEIRO?

Moradores do Km-7, em Marabá, querem explicações sobre o paradeiro de mais de um milhão de reais que deveria ter sido investido no bairro na administração do prefeito Maurino e até agora, como diria Miguelito, "ninguém viu vovó".
Em fevereiro de 2009, quando estava deixando o governo, o ex-prefeito Tião Miranda informou no plenário da Câmara Municipal que estava deixando R$ 180 mil para obra de drenagem e pavimentação do Km-7. Os moradores garantem que na administração de Maurino não houve nenhum investimento no bairro. Se é verdade, para onde foi o dinheiro?
Além dos R$ 180 mil deixados por Tião, em 2009, a então deputada federal Bel Mesquita (PMDB) anunciou em agosto daquele ano a inclusão de rubrica no valor de R$ 900 mil no Orçamento Geral da União, cuja destinação seriam obras de infraestrutura no Km-7.
Alguém vai ter que explicar onde foi parar essa dinheirama. Ah, vai.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MAURINO ESTÁ DE VOLTA

O prefeito Maurino Magalhães chegou no aeroporto local por volta das 14 horas desta terça-feira, 1º de fevereiro, trazendo debaixo do braço a decisão judicial que o reconduz ao cargo. O prefeito foi recebido com festa por seus aliados, a grande maioria servidores municipais, mobilizados e conduzidos até o aeroporto em ônibus fretados por seus chefes imediatos, os secretários municipais. Um carro de som, algumas faixas e até fogos foram utilizados para saudar o retorno do gestor que estava afastado do cargo desde o último dia 25, por decisão interlocutória do juiz eleitoral Cristiano Magalhães Gomes.
O deferimento da liminar que reconduziu Maurino ao cargo já eram favas contadas no meio jurídico. Advogados consultados pelo poster já haviam adiantado que essa era uma possibilidade quase que líquida e certa. Foi por esta razão que o deputado João Salame preferiu não assumir. Ele próprio sabia que tomar posse antes do julgamento da liminar poderia ser precipitado.
Agora, o próximo passo nessa novela mexicana é a audiência marcada para o próximo dia 9, quando o juiz Cristiano Magalhães, que ainda tem a condução do caso, pretende concluir a fase das oitivas. Em seguida, segundo ele mesmo já adiantou, terá início a fase das diligências, quando a Justiça poderá, caso julgue necessário, até expedir mandados de busca e apreensão. Passada essa fase, possivelmente será encerrado o processo, com as alegações finais das partes e a publicação da sentença, o que deve acontecer, segundo o magistrado, o mais tardar no mês de março.
Caso seja cassado nesta instância, Maurino poderá recorrer e ainda impetrar recurso para que responda ao processo investido do cargo.

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