Foto: Tuerê



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NOTAS SOBRE:


"A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus" - Ellen G. White.



segunda-feira, 11 de maio de 2009

MAURINO FERE LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

A Lei de Responsabilidade Fiscal foi criada com a finalidade de sanear a má gestão do dinheiro público. Seu papel tem sido o de exigir com rigor que cada centavo que sai dos cofres estatais seja aplicado com responsabilidade. Em Marabá, a administração municipal deixou de observar esses requisitos da lei, quando decidiu assumir o pagamento mensal de mais de R$ 27 mil, para custear despesas de aluguel com os moradores da Vila Socó.
Desde março, quando foi assinado o acordo entre a prefeitura e 97 famílias, já saíram dos cofres públicos mais de R$ 50 mil. O gasto revelou-se desnecessário, já que de lá para cá nada mudou. Os moradores da Vila Socó poderiam perfeitamente estar ainda em suas casas e o município livre do ônus.
Quando exigia a desocupação da Vila, no mês de março, o prefeito Maurino Magalhães apregoava pressa, porque, segundo ele, a duplicação da rodovia Transamazônica tinha que começar logo, sob pena de devolução do recurso empenhado para a obra. Alguns moradores chegaram a sugerir que a remoção fosse feita depois que as novas casas já estivessem prontas, mas a prefeitura insistiu que a saída tinha que ser imediata e sugeriu pagar aluguel às famílias pelo prazo de três meses, tempo necessário para a construção das moradias.
Passados mais de 50 dias, a construção das novas casas sequer foi iniciada e, devido ao rigor do inverno, as obras de duplicação da Transamazônica continuam sem previsão para começar.
Se a prefeitura levar ainda três meses para concluir as mais de 90 casas, ao final terá gasto com o aluguel das famílias algo em torno de R$ 135 mil. O dinheiro daria para pagar o salário de 50 garis pelo prazo de seis meses.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A praça, o santo e os ladrões

Vista num cartão postal, a Praça São Francisco, em Marabá, provoca um certo sentimento de nostalgia. E, de fato, aquele logradouro já se tornou elemento inalienável da vida do marabaense, especialmente dos que residem no núcleo Cidade Nova. De domingo a domingo, a praça se tornou ponto de encontro de pessoas de todas as idades, muitas das quais procuram seus barzinhos para um bate-papo no final do dia. A aglomeração se intensifica depois das nove da noite, porque é para lá que vão famílias inteiras depois da missa ou depois do culto.
Mas a Praça São Francisco está perdendo significado na vida de muitas pessoas. O motivo? Muito simples: a praça há muito tempo está despida de segurança. Ao que parece, o local que atrai tanta gente não encanta muito os homens de farda.
Sem ninguém para intimidá-los, os bandidos estão fazendo a farra. As principais vítimas são condutores de veículos ou mocinhas desacompanhadas. Estas são espreitadas na volta para casa e sucumbem indefesas nas garras dos larápios que, geralmente em número de dois ou mais, arrebatam de suas vítimas aparelhos celulares, bolsas e outros acessórios.
Já os donos de veículos são pressionados na chegada e na saída por menores e marmanjos que se posicionam nos estacionamentos oferecendo os serviços de uma certa “vigilância”, que, que eu saiba, não guarda coisa nenhuma. Sim, porque até hoje nunca ouvi falar que um desses guardadores de carro tenha evitado um furto ou que tenha se embolado com o ladrão pelo chão para evitar que o elemento botasse a mão no veículo do qual ele, ao preço de uma gorjeta, se constituiu fiel depositário.
Na verdade, na Praça São Francisco, o número de furtos de veículos nos estacionamentos, especialmente motocicletas, aumenta na mesma proporção em que cresce a quantidade de guardadores de carro.
O condutor mais precavido que vá à praça a pé e deixe a moto em casa. Ou então que procure ficar bem próximo de seu veículo, e curta seu passeio do jeito que versa o ditado: com um olho no padre e outro na missa.
E, por falar em padre, a praça fica defronte à igreja do santo que lhe emprestou o nome. É, mas ao que parece nem o santo os bandidos respeitam mais. São Francisco que se cuide ou, qualquer dia desses, vai procurar e não vai achar o cordão.